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terça-feira, 17 de novembro de 2015

Grandes Cientistas: Leonardo Da Vinci

Leonardo Da Vinci

Nascimento: 15 de abril de 1452, Vinci, Itália
Falecimento: 2 de maio de 1519, Amboise, França
Sepultamento: Capela de Saint-Hubert, Amboise, França
Estrutura: Catedral de Milão
Filiação: Piero da Vinci, Caterina

Introdução
Leonardo da Vinci, artista renascentista italiano, nasceu em 15/04/1452. Existem algumas dúvidas sobre a cidade de seu nascimento: para alguns historiadores, seu berço foi em Anchiano, enquanto para outros, foi numa cidade, situada na margem direita do rio Arno, perto dos montes Albanos, entre as cidades italianas de Florença e Pisa.

Biografia Resumida
Foi um dos mais importantes pintores do Renascimento Cultural. É considerado um gênio, pois mostrou-se um excelente anatomista, engenheiro, matemático músico, naturalista, arquiteto, inventor e escultor. Seus trabalhos e projetos científicos quase sempre ficaram escondidos em livros de anotações (muitos escritos em códigos), e foi como artista que conseguiu o reconhecimento e o prestígio das pessoas de sua época. Leonardo da Vinci fez estágio no estúdio de Verrochio (importante artista da época), na cidade de Florença. Viveu uma época em Milão (de 1508 a 1513), onde trabalhou para a corte de Ludovico Sforza e governantes franceses da cidade. Até 1506, realizou trabalhos principalmente em Florença e tudo indica que nesta época tenha pintado sua obra mais famosa: a bela e enigmática Gioconda. Trabalhou para o rei Francisco I da França, onde realizou belos trabalhos. Faleceu na França no ano de 1519. Principais características das pinturas de Da Vinci: utilização da técnica artística da perspectiva, uso de cores próximas da realidade, figuras humanas perfeitas, temas religiosos, uso da matemática em cálculos artísticos, imagens principais centralizadas, paisagens de fundo, figuras humanas com expressões de sentimento, detalhismo artístico.

Principais Trabalhos De Da Vinci:

Trabalhos de pinturas (artes plásticas): Gioconda (Mona Lisa), Leda, Dama do Arminho, Madonna Litta, Anunciação, A Última Ceia, Ginevra de Benci, São Jerônimo, Adoração dos Magos, Madona das Rochas, Retrato de Músico, A Virgem das rochas, São João Batista, Madona do Fuso, Leda e o Cisne.

Trabalhos de  invenções: máquina voadora, máquina escavadora, isqueiro, pára-quedas, besta gigante sobre rodas, máquina a vapor, submarino.

 Trabalhos Científicos: homem vitruviano, anatomia do tronco, estudo de pé e perna, anatomia do olho, estudo da gravidez, estudos e embriões.

 Projetos de Arquitetura: Projeto arquitetônico de uma cidade, projeto de um porto, templo centralizado.

Você Sabia?
Leonardo da Vinci é considerado o pai da técnica do sfumato. Esta técnica consiste em criar gradientes perfeitos numa pintura, criando luz e sombra.

Frases De Leonardo Da Vinci:
 
- "A sabedoria é filha da experiência".
- "Quem pouco pensa, muito erra".
- "A simplicidade é a máxima sofisticação".
- "Saber não é o bastante, necessitamos aplicar o conhecimento. Querer não é o bastante, necessitamos realizar".
- "O tempo dura muito para aqueles que sabem aproveitá-lo".

Leonardo Da Vinci: 5 Coisas Que Você Provavelmente Não Sabia Sobre Ele
Você pode pensar que você já ouviu tudo o que há para saber sobre o famoso homem do Renascentismo que pintou a “Mona Lisa” e maravilhou o mundo com seus esboços de máquinas voadoras. Mas alguns fatos pouco conhecidos sobre a vida de Leonardo da Vinci podem surpreendê-lo. Quando da Vinci morreu, em 1519, ele deixou para trás mais de 6 mil páginas de diários cheias de suas reflexões pessoais, listas de supermercado e piadas obscenas. Ele também detalhou suas fontes de inspiração, o seu desejo de fama duradoura e suas mágoas mais profundas. Todos esses sentimentos formam a base para “Inside the Mind of Leonardo” (“Dentro da mente de Leonardo”, em tradução livre), um novo filme sobre o artista e inventor. Interpretado pelo ator escocês Peter Capaldi (que também interpreta o Doutor na nova versão da série de TV “Doctor Who”), o da Vinci do filme lê em voz alta estes relatos, revelando os segredos mais profundos do homem original da Renascença.

1. Ele Tinha Um Lado Militante
Depois de abandonar seus patronos em Florença para começar de novo em Milão, da Vinci precisava angariar novos negócios. Sua estratégia foi congraçar-se para Ludovico Sforza, duque de Milão.
Sob Sforza, da Vinci foi contratado para criar o que teria sido o coroamento de sua carreira artística: uma estátua de bronze gigante de um cavalo. O projeto foi abandonado quando a França invadiu a Itália, na virada do século XV. Entretanto, da Vinci tinha planejado mais para o Duque de Milão do que apenas um cavalo de batalha gigante. Após a oferecer-se para a Casa de Sforza, ele apresentou seus planos para a construção de numerosos “dispositivos de guerra”. Os cadernos de desenho de da Vinci incluem planos para canhões, máquinas de fumaça, pontes portáteis e até mesmo veículos blindados. Como sua máquina voadora, no entanto, não há nenhuma evidência de que qualquer uma dessas máquinas de guerra foram construídas.

2. Ele Foi Perseguido
Quando da Vinci tinha 24 anos, foi preso juntamente com vários companheiros do sexo masculino sob a acusação de sodomia. Quando nenhuma testemunha se apresentou para falar contra o artista e seus amigos, as acusações foram retiradas. Porém, os diários de da Vinci sugerem que as alegações foram um tanto devastadoras para um homem que gostava de preservar sua vida privada.Da Vinci também pode ter ficado com medo por sua vida. Na Florença do século XV, a sodomia era um crime punível com a morte. Não muito tempo depois de seu caso ter sido arquivado, o artista partiu de Florença para Milão.

3. Muitas De Suas Obras Estão Inacabadas
Da Vinci foi um pintor notoriamente lento e muitas de suas obras nunca foram terminadas. Além de abrigar o famoso (e finalizado) “Mona Lisa”, o Louvre, em Paris, é o lar de “A Virgem e o Menino com Santa Ana”, uma pintura inacabada que descreve a Virgem Maria, o bebê Jesus e mãe de Maria, Santa Ana. Pendurado em um dos Museus do Vaticano está “São Jerônimo no Deserto”, outra pintura inacabada de da Vinci – este retratando o ermitão São Jerônimo e seu companheiro, um leão domado. Talvez a mais intrigante de suas obras inacabadas seja “A Adoração dos Reis Magos”, que supostamente tem uma descrição do próprio jovem artista. A pintura, deixada incompleta em 1481, está na Galeria Uffizi, em Florença, na Itália, desde 1670. Além dessas pinturas, da Vinci deixou para trás muitas invenções inacabadas. Na verdade, não há nenhuma evidência de que qualquer das invenções do artista tenham sido construídas. Da mesma forma, nenhum de seus escritos foram publicados durante sua vida.

4. Ele Era “Ignorante”
Ao contrário de outros artistas renascentistas bem conhecidos, da Vinci nunca recebeu qualquer tipo de educação formal. Ele, no entanto, recebeu instrução em casa em assuntos como leitura, escrita e matemática. Crescendo na Toscana rural, da Vinci passou muito de seu tempo ao ar livre, onde ficou maravilhado com o mundo natural. Seus diários indicam que ele tinha um interesse especial nas propriedades da água, bem como nos movimentos de aves de rapina. Na verdade, o artista registrou que sua primeira lembrança foi de um sonho em que uma ave de rapina pousou no seu rosto e pressionou as penas de sua cauda entre seus lábios. Não foi até a sua adolescência que o artista foi enviado a Florença para servir como um aprendiz de Andrea Del Verrocchio, um proeminente pintor florentino – e não demorou muito para que o aluno se tornasse o mestre. Há rumores de que, depois que da Vinci pintou um dos anjos da obra de Verrocchio “O Batismo de Cristo,”o artista muito mais experiente foi tão humilhado pelo talento do jovem que jurou nunca mais pintar novamente.

5. Ele Era “Ilegítimo”
Da Vinci nasceu em 1452 perto de Vinci, no que é hoje a região italiana da Toscana. Segundo consta, o seu pai era um notário e dono de terras chamado Messer Piero Fruosino di Antonio da Vinci. Acredita-se que sua mãe, Caterina, teria sido uma camponesa local. No entanto, alguns especialistas acreditam que Caterina era, na verdade, uma escrava de Messer Piero. Os pais de Da Vinci nunca se casaram entre si. O jovem da Vinci viveu com sua mãe até os 5 anos de idade e mais tarde mudou-se para a casa de seu pai, que havia se casado com outra mulher. Os diários do artista mostram que ele manteve um relacionamento um pouco distante com sua mãe ao longo de sua vida adulta, trocando cartas com ela apenas esporadicamente. Seus escritos sugerem uma conexão mais próxima com seu pai, cuja morte da Vinci lamentou profundamente.

Gioconda (Mona Lisa)
 
Homem Vitruviano

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segunda-feira, 16 de novembro de 2015

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domingo, 8 de novembro de 2015

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quarta-feira, 4 de novembro de 2015

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segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Grandes Máquinas Que Impressionaram O Mundo: O Telescópio Hubble

Hubble 25 anos: conheça a história do telescópio mais antigo do espaço 
No dia 24 de abril, o satélite Hubble completou 25 anos. O Telescópio Espacial foi lançado em 1990 pela Administração Nacional da Aeronáutica e do Espaço (NASA) na Estação Kennedy, na Ilha Merritt, nos Estados Unidos. Durante a missão, mais de 1 milhão de observações já foram registradas e serviram de fonte para a publicação de cerca de 12 mil artigos científicos. O Hubble é capaz de completar uma órbita ao redor da Terra em cerca de 95,5 minutos na velocidade média de 28 mil quilômetros por hora. Ou seja, o instrumento astronômico pode dar 14 voltas no planeta Terra dentro de 24 horas. O site SATVIEW exibe, em tempo real, o percurso do satélite e mostra dados de latitude, longitude, a distância entre o observador e o objeto, altitude, velocidade e, por fim, o azimute e a elevação - coordenadas necessárias para saber a posição do céu em que devemos olhar ou apontar uma antena.
Legado
Um dos marcos do Hubble é a medição precisa da distância das cefeídas - estrelas com luminosidades variáveis que determinam o ritmo de expansão do universo e sua idade. A interação entre as propriedades das galáxias mais próximas e a massa dos buracos negros encontrados em seus núcleos. Em 1994, o satélite captou um momento histórico no mundo da astronomia: a colisão do cometa Shoemaker-Levy 9 com Júpiter. Os registros do planeta foram os mais nítidos desde a passagem da nave robótica Voyager 2 em 1979. Recentemente, o telescópio descobriu a existência de água em Ganimedes, a lua de Júpiter. Além destes fatores, o objeto também ajudou na popularização da ciência, já que suas atividades são úteis para informar o público sobre os acontecimentos mais marcantes dos corpos celestes. 

História
Até o lançamento do Hubble, o instrumento científico mais importante na astronomia era a luneta de Galileu Galilei. Da mesma forma que a invenção do século XVII proporcionou um avanço significativo para a civilização, o telescópio deu um salto ainda maior e trouxe uma nova visão do universo. Medindo 13,3 metros de comprimento, 2,4 metros de diâmetro e pesando 24.500 libras, o satélite gera cerca de 10 terabytes de dados por ano a 569 quilômetros acima da superfície da Terra. Seu objetivo é investigar as características físicas e dinâmicas dos corpos celestes, observar a estrutura das estrelas e galáxias e estudar a história da evolução do universo. Nesses 25 anos, a Nasa já enviou cinco missões de reparos técnicos ao objeto, sendo a última em maio de 2009. Segundo Felicia Chou, relações-públicas da agência, Hubble continuará em órbita até 2030, aproximadamente. O motivo da desativação é o lançamento do telescópio sucessor James Webb, previsto para 2018. 

O que é um telescópio?
O telescópio é usado para observar objetos de longe e calcular a dimensão deles. O neerlandês Hans Lippershey tentou produzir a ferramenta, em 1608, para ser utilizado nas guerras. Um ano depois, Thomas Harriot descobriu o projeto e resolveu aprofundar sua utilidade, quando ficou conhecido como o primeiro homem a usar o instrumento para fins astronômicos. Galilei foi quem viu, pela primeira vez, as fases de Vênus, os satélites de Júpiter, a natureza da Via Láctea, as infinitas estrelas e vários fenômenos. No decorrer do tempo, novas versões foram aparecendo e, hoje, existem vários tipos de telescópios: refrator, refletor e o catadióptrico. Entenda como ele funciona. No refrator, a luz transpassa a lente e converge para uma segunda lente, onde observamos o objeto. O refletor capta a luz do objeto e reflete em um espelho côncavo. Daí, a imagem vai para um segundo espelho, que envia para o observador. Já o catadióptrico é uma mistura dos dois tipos: a base é de espelhos, mas tem lentes corretoras.


As 10 maiores descobertas do Hubble
Na primeira missão de reparo do Hubble, em dezembro de 1993, os astronautas Story Musgrave (no braço mecânico), Jeffrey Hoffman (no compartimento de carga) e outros consertaram o notório defeito no espelho e abriram caminho para muitas descobertas incríveis. Poucos telescópios na história tiveram um efeito tão profundo na pesquisa astronômica como o Telescópio Espacial Hubble. Ainda assim, sua influência não é a que a maioria das pessoas imagina. Em geral, ele não fez descobertas singulares mas transformou antigas suspeitas e pistas obtidas em observações de solo em certezas. O Hubble funcionou em parceria com outros observatórios para construir uma visão multifacetada do Cosmos. Forçou físicos teóricos a substituir teorias grosseiras por outras que explicassem os fenômenos astronômicos com muito mais detalhe. Em suma, o Hubble não foi extremamente influente por se distanciar de outros instrumentos e técnicas, mas por se integrar intensamente com eles. Em abril, o telescópio completou seu 16o aniversário no espaço. Seus feitos, tanto o de fornecer detalhes sem precedentes aos astrônomos quanto o de proporcionar um vislumbre das maravilhas do Universo a lares espalhados pelo mundo, foram de certo modo ofuscados recentemente pelo debate sobre seu futuro. Enquanto a Nasa luta para retomar os vôos dos ônibus espaciais, o Hubble continua se deteriorando. A menos que astronautas possam ir até lá e reformá-lo, o telescópio pode atingir o fim de sua vida útil já em meados de 2008. A chegada a essa encruzilhada me levou a avaliar a última década e meia do Hubble - e da astronomia - que muitos pesquisadores consideram a época áurea de seu campo. Apresento abaixo minha seleção (confessamente tendenciosa) das dez contribuições mais significativas do Hubble, de suas revelações sobre objetos pequenos como planetas, até galáxias e o Universo como um todo. É extremamente difícil fazer justiça num curto artigo a contribuições tão abundantes. No momento em que escrevo, seu arquivo de dados contém mais de 27 terabytes e cresce a um ritmo de 390 gigabytes por mês. Essas informações foram a base para 6.200 artigos científicos. Além disso, o telescópio continua a produzir ciência de surpreendente qualidade. Em parceria com outros observatórios nos últimos meses, ele descobriu dois novos possíveis satélites de Plutão, uma inesperada (e paradoxal) galáxia de grande massa no Universo primordial e um companheiro de massa planetária de uma anã marrom - estrela pouco mais pesada que um planeta. Somos afortunados por viver numa era em que pela primeira vez estão sendo reveladas características do Universo que, até recentemente, a humanidade conseguia sondar apenas com a imaginação.

1- A Grande Colisão de Cometas
Da perspectiva cósmica, o impacto do cometa Shoemaker-Levy 9 com Júpiter era irrelevante: a superfície dos planetas e satélites já indicava que o Sistema Solar era uma galeria de tiro. Da perspectiva humana, no entanto, a colisão foi um evento singular: acredita-se que um cometa se choque com um planeta apenas uma vez a cada mil anos, em média.Um ano antes do fim trágico do Shoemaker-Levy 9, as imagens do Hubble revelaram que ele havia se quebrado em mais de 20 fragmentos, um "colar de pérolas". O primeiro fragmento mergulhou na atmosfera de Júpiter em 16 de julho de 1994, seguido pelos demais durante a semana seguinte. As imagens mostravam saliências parecidas com cogumelos nucleares no horizonte de Júpiter, se alastrando e despencando nos dez minutos subseqüentes ao impacto. As marcas resultantes persistiram por meses. A raridade dessas imagens já as torna valiosas. As fotos levantaram uma dúvida intrigante sobre a composição do gigante gasoso. Em um local, as ondas se propagaram a 450 metros por segundo. A explicação mais aceita é a de que elas são ondas de gravidade, em que a força restauradora é a flutuação, como acontece quando se tenta forçar um pedaço de madeira para dentro d`agua e ele vibra para cima e para baixo. Se é esse o caso, as propriedades das ondas indicam que a proporção de oxigênio para hidrogênio na camada da atmosfera joviana onde se propagaram é dez vezes maior que no Sol. Porém, se Júpiter se formou do colapso gravitacional de um disco de gás e poeira primordial, como algumas teorias postulam, ele deveria ter a mesma composição do resto do disco - portanto similar à do Sol. O mistério segue sem solução.

2- Planetas Extra-solares
Em 2001, a Sociedade Astronômica Americana pediu que astrônomos planetários votassem no que consideravam ser a maior descoberta da década anterior. Eles elegeram a detecção de planetas fora do nosso Sistema Solar. Hoje, conhecem-se cerca de 180 deles. A maioria foi localizada por telescópios em terra ao observar o pequeno vaivém causado pelo puxão gravitacional de um planeta girando em torno de sua estrela-mãe. Porém, essas observações oferecem pouquíssima informação: só o tamanho e a elipticidade da órbita do planeta, além de um limite mínimo para sua massa. O Hubble deu seguimento a essas descobertas, concentrando-se em planetas cujos planos orbitais estão alinhados com nossa linha de visão, o que faz com que passem periodicamente na frente de suas estrelas e reduzam seu brilho - em evento conhecido como trânsito. Ele observou o primeiro planeta desse tipo descoberto, companheiro da estrela HD 209458, e obteve as informações mais detalhadas sobre um planeta fora do nosso Sistema Solar. O planeta é 30% mais leve que Júpiter, ainda que 30% maior em diâmetro, provavelmente porque a intensa radiação de sua estrela-mãe o fez inchar. Os dados do Hubble são tão precisos que seriam capazes de revelar anéis largos ou satélites grandes ao redor do planeta se eles existissem. O mais impressionante é que o Hubble conseguiu as primeiras medições da composição de um mundo ao redor de outra estrela. A atmosfera do planeta contém sódio, carbono e oxigênio, e o hidrogênio está evaporando para o espaço para criar uma cauda semelhante à dos cometas. Essas observações servem como base para buscas por sinais químicos de vida em outras partes da galáxia.

3- Espasmos Estelares
A física estelar prevê que uma estrela com massa entre oito e 20 vezes a do Sol termine seus dias numa explosão de supernova. Quando seu combustível se exaure, abruptamente ela perde a longa luta para segurar seu próprio peso. Seu núcleo entra em colapso para formar uma estrela de nêutrons - um corpo inerte e hiperdenso - e as camadas exteriores de gás são ejetadas a 5% da velocidade da luz. Entretanto, tem sido difícil testar essa teoria, pois desde 1680 nenhuma supernova ocorreu em nossa galáxia. Porém, em 23 de fevereiro de 1987 os astrônomos presenciaram um evento quase ideal: uma supernova em uma das galáxias-satélite da Via Láctea, a Grande Nuvem de Magalhães. O Hubble foi lançado só três anos depois, mas a partir daí ele pôde acompanhar a evolução da explosão. Ele não tardou a descobrir um sistema com três anéis ao redor da estrela moribunda. O anel central parece ser a cintura estreita de uma emissão de gás em forma de ampulheta, e os anéis maiores são as bordas dos dois lóbulos em forma de gota, evidentemente criados pela estrela algumas dezenas de milhares de anos antes de explodir. Em 1994, o Hubble começou a ver uma seqüência de pontos iluminados ao longo do anel central: eram as ejeções da supernova que atingiam esse anel. Ao contrário das estrelas de alta massa, astros como o Sol têm morte mais serena: eles ejetam suas camadas exteriores de gás em um processo não-explosivo que leva cerca de 10 mil anos. Ao ser gradualmente exposto, o núcleo central quente da estrela emite radiação que ioniza o gás ejetado, criando nele um feérico brilho esverdeado (emitido por oxigênio ionizado) e avermelhado (hidrogênio ionizado). Por razões históricas, o resultado é erroneamente chamado de nebulosa planetária. Conhecem-se cerca de 2 mil delas atualmente. O Hubble revelou algumas extraordinariamente complexas, com detalhes sem precedentes. Algumas dessas nebulosas exibem um conjunto de anéis concêntricos que lembram um olho-de-boi, e possivelmente indicam que o processo de ejeção talvez não fosse contínuo, e sim episódico. Estranhamente, calcula-se o tempo transcorrido entre os episódios de ejeção em cerca de 500 anos, período longo demais para ser explicado por pulsações dinâmicas (em que a estrela contrai e expande, num conflito brando entre a gravidade e a pressão do gás) e muito curto para representar pulsações térmicas (em que a estrela é levada para fora do equilíbrio). A natureza exata dos anéis observados é, portanto, desconhecida.

4- Nascimentos Estelares
Há muito tempo os astrônomos sabem que feixes estreitos e fluidos de gás são sinais típicos de formação estelar. O nascimento de uma estrela pode gerar um par de jatos colimados com vários anos-luz de extensão. Ainda não se sabe exatamente como isso acontece. A hipótese mais promissora envolve a influência de um campo magnético em larga escala sobre o disco de gás e poeira que envolve o novo objeto. As linhas do campo magnético forçam material ionizado a seguir determinado curso, como contas em um colar giratório. O Hubble reforçou essa visão teórica ao fornecer a primeira evidência direta de que esses jatos efetivamente se originam no centro do disco. Outra expectativa, que o Hubble desmentiu, era a de que os discos circunstelares estivessem profundamente imersos em suas nuvens-mães, sendo portanto impossíveis de ver. De fato, o telescópio espacial revelou dezenas de discos protoplanetários, muitas vezes como silhuetas contra o fundo de nebulosa. Pelo menos metade das estrelas jovens observadas possui esses discos, demonstrando que a matéria-prima para a formação de planetas está disponível em todas as partes da galáxia.

5- Arqueologia Galáctica
Os astrônomos crêem que galáxias grandes como a Via Láctea ou nossa vizinha Andrômeda cresceram pela assimilação de outras menores. O registro desse passado atribulado deve ser encontrado no arranjo, idade, composição e velocidade de suas estrelas. O Hubble foi fundamental na decifração dessa história. Um exemplo disso é a observação do halo estelar de Andrômeda, a nuvem tênue e esférica de estrelas e aglomerados estelares que circunda o disco galáctico. Os astrônomos descobriram que as estrelas daquele halo têm as mais variadas idades: as mais velhas têm de 11 bilhões a 13,5 bilhões de anos, enquanto as mais novas têm de 6 bilhões a 8 bilhões de anos. Estas são como crianças num asilo. Devem provir de alguma galáxia mais jovem (como uma galáxia-satélite que foi assimilada) ou de alguma região mais jovem da própria Andrômeda (ou seja, do disco, se ele foi perturbado por uma galáxia em trânsito ou em colisão). O halo da Via Láctea não contém número significativo de estrelas comparativamente jovens. Assim, as imagens do Hubble sugerem que a Via Láctea e Andrômeda, apesar do aspecto semelhante, tiveram histórias muito diferentes.

6- Abundância de Buracos Negros Gigantes
Desde os anos 60 os astrônomos raciocinavam que os quasares e núcleos galácticos ativos - os centros violentos e brilhantes das galáxias - eram alimentados por buracos negros gigantes engolindo matéria. As observações do Hubble confirmaram essa visão geral. Quase toda galáxia observada cuidadosamente revelou um buraco negro em seu centro. Duas descobertas foram particularmente importantes. Em primeiro lugar, imagens de alta resolução de quasares revelaram que eles residem em galáxias elípticas brilhantes ou em pares de galáxias interagindo, o que sugere que uma determinada seqüência de eventos é necessária para alimentar um buraco negro central. Segundo, a massa do buraco negro gigante está estreitamente associada à massa do bojo esférico de estrelas adjacentes ao centro galáctico. Essa correlação sugere que a formação e a evolução de uma galáxia e seu buraco negro central estão intimamente ligadas.

7- As Maiores Explosões
As explosões de raios gama (GRBs, do inglês gamma ray bursts) são curtos disparos de raios gama que duram de poucos milissegundos a dezenas de minutos. Existem duas classes distintas de GRB, dependendo de sua duração ser superior ou inferior a dois segundos. As longas produzem fótons com menor energia que as curtas. Dados do Observatório Compton de Raios Gama, do satélite de raios X BeppoSAX e de observatórios em terra indicam que os disparos de longa duração resultam do colapso do núcleo de estrelas com massa grande e vida relativamente curta - em outras palavras, de um tipo de supernova. Sendo assim, seria preciso explicar por que apenas uma pequena fração das supernovas produzem GRBs. O Hubble descobriu que apesar das supernovas ocorrerem em todas as regiões galácticas com formação estelar, as GRBs de longa duração se concentram em poucas regiões muito brilhantes, onde as estrelas maiores se localizam. Além disso, comparadas com as galáxias que abrigam supernovas, as hospedeiras de GRBs longas são consideravelmente menos brilhantes, mais irregulares e pobres em elementos pesados. Isso é importante porque estrelas grandes deficientes em elementos pesados geram ventos estelares mais fracos do que suas equivalentes abundantes nesses elementos. No curso de sua vida, elas retêm uma proporção maior de sua massa; ao morrer, são relativamente mais pesadas. O colapso de seu núcleo tende a produzir não uma estrela de nêutrons, mas um buraco negro. De fato, os astrônomos atribuem as GRBs longas a jatos colimados gerados por buracos negros em rotação. Os fatores que determinam se um núcleo estelar emitirá uma GRBs parecem ser a massa e velocidade de rotação de uma estrela no momento de sua morte. Identificar disparos de curta duração se mostrou mais difícil. Apenas no ano passado alguns foram finalmente detectados pelos satélites HETE 2 e Swift. O Hubble e o Observatório Chandra de Raios X revelaram que a energia total liberada por esses disparos é menor do que a das GRB de longa duração, apesar de seus fótons serem mais energéticos. As GRBs curtas também ocorrem em uma variedade maior de galáxias, incluindo as elípticas, onde a formação de estrelas cessou. Aparentemente, elas surgem da fusão entre duas estrelas de nêutrons ou entre uma estrela de nêutrons e um buraco negro.

8- O Limite do Espaço
Um dos grandes objetivos da astronomia é entender o desenvolvimento das galáxias e suas precursoras até a época mais próxima possível do Big Bang. Para ter uma idéia do que a Via Láctea foi no passado, os astrônomos obtêm imagens de galáxias em vários estágios de evolução, da infância à velhice. Para isso, o Hubble produziu, em coordenação com outros observatórios, imagens de longa exposição de pequenos pedaços do céu - o Campo Profundo do Hubble, o Campo Ultraprofundo do Hubble e o Levantamento Profundo do Céu Primordial por Grandes Observatórios - para mostrar as galáxias mais distantes (e mais antigas). Essas imagens supersensíveis revelaram galáxias que existiam quando o Universo tinha apenas algumas centenas de milhões de anos, cerca de 5% de sua idade atual. Essas galáxias eram menores e mais irregulares que as modernas, um resultado esperado se supõe que as galáxias atuais resultaram da união de outras menores (e não da fragmentação de galáxias maiores). Penetrar mais ainda no passado é a principal meta do sucessor do Hubble, o Telescópio Espacial James Webb, atualmente em construção. As observações do céu profundo também revelaram a variação na taxa de formação de estrelas no Universo como um todo ao longo do tempo cósmico. Essa taxa parece ter atingido um pico 7 bilhões de anos atrás e caído para 10% do pico desde então. Surpreendentemente, quando o Universo tinha somente 1 bilhão de anos, a taxa de formação de estrelas já era alta - cerca de um terço de seu valor de pico.
9- A Idade do Universo
Observações feitas por Edwin Hubble e outros na década de 20 mostraram que vivemos num Universo em expansão. As galáxias estão se afastando umas das outras num padrão sistemático, o que implica que o próprio tecido do espaço esteja se esticando. A constante de Hubble (H0) é uma medida da taxa atual de expansão, que é o parâmetro-chave para determinar a idade do Universo. O raciocínio é simples: H0 é o ritmo em que as galáxias estão se afastando umas das outras; portanto, negligenciando qualquer aceleração ou desaceleração, o inverso de H0 estabelece o tempo transcorrido desde que elas estiveram todas reunidas. O valor de H0 também tem um papel na formação das galáxias, na produção de elementos leves (hidrogênio e hélio) e na duração de certas fases da evolução cósmica. Não deveria surpreender, portanto, que desde o início a medição precisa da constante de Hubble fosse a principal meta do telescópio espacial homônimo. Na prática, encontrar esse valor envolvia medir corretamente a distância até galáxias próximas - uma tarefa notoriamente difícil que produziu muita controvérsia durante todo o século XX. O telescópio realizou o estudo definitivo das variáveis cefeídas - estrelas cujas pulsações peculiares revelam seu brilho intrínseco e, com isso, sua distância - em 31 galáxias. O valor resultante de H0 tem precisão de cerca de 10%. Junto com medições do fundo cósmico de microondas, o valor da constante de Hubble indica uma idade de 13,7 bilhões de anos para o Universo.

10- O Universo Acelerado
Em 1998, duas equipes independentes de astrônomos soltaram uma notícia bomba: a expansão do Universo está se acelerando. Os astrônomos geralmente presumiam que ela deveria estar desacelerando, porque a atração gravitacional mútua entre as galáxias deveria frear sua separação. O motivo da aceleração é considerado o maior mistério da física atualmente. Uma hipótese provisória é a de que o Universo contém um constituinte até o momento não detectado conhecido como energia escura. Uma combinação de observações do fundo de microondas, de observatórios em terra e do Hubble, sugere que essa energia escura responde por três quartos da densidade de energia total do Universo. A aceleração começou cerca de 5 bilhões de anos atrás. Antes disso a expansão do Universo estava desacelerando. Em 2004, o Hubble descobriu 16 supernovas distantes situadas nesse período crucial entre desaceleração e aceleração. Essas observações também impuseram restrições mais severas nas hipóteses sobre o que a energia escura poderia ser. A possibilidade mais simples (embora, de certa forma, mais misteriosa) é a de que exista uma forma de energia inerente ao próprio espaço, mesmo quando ele está vazio. No momento, nenhum outro instrumento é tão vital quanto o Hubble na busca por supernovas que possam elucidar a energia escura. Sua importância no estudo dessa hipotética energia é talvez a maior razão para os astrônomos pressionarem a Nasa a mantê-lo funcionando.
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sábado, 24 de outubro de 2015

Grandes Máquinas Que Impressionaram O Mundo: O Concorde

Postagem Muito Especial
Esse post dá início a uma série de postagens que pretendo fazer sobre ciência na prática, pois sempre acreditei, desde os primórdios da minha jornada como extremo e humilde curioso pela ciência exata, que devemos tirá-la do papel, dar exemplos vivos ao aluno, fazendo com que ele sinta-se bem ao aprender aquilo que geralmente considera difícil ou impossível. Esse, aliás, é um dos principais objetivos do projeto 314. Pensei, desde o início, em facilitar o modo como os alunos e as pessoas vêem o mundo. Agradecido por 6000 visualizações em menos de dois meses, dou início à série grandes feitos do homem na ciência.

Rodrigo Barbosa
25/10/2015
História do Concorde

No final da década de 50 era de interesse das agências americana, francesa, inglesa e soviética a criação de uma aeronave supersônica de transporte de passageiros. Sendo que cada um dos países possuía seu próprio projeto. Porém, no começo da década de 60, devido aos enormes custos deste tipo de projeto os governos de Inglaterra e França decidiram juntar forças. E em 28 de Novembro de 1962 foi assinado um tratado entre a companhia britânica British Aircraft Corporation (BAC) e a companhia francesa Aérospatiale, que juntas tornariam realidade o projeto da aeronave supersônica para passageiros.
No início do projeto, o Concorde tinha cerca de 100 pedidos das companhias mais importantes do mundo, alem de Air France, Pan Am e BOAC (que futuramente se tornou a British Airways), que eram as companhias lançadoras do projeto do Concorde, faziam parte desta lista companhias como: Japan Airlines, Lufthansa, American Airlines, Qantas, TWA, etc. Havia conversas até mesmo com a Panair do Brasil.
A construção das duas primeiras aeronaves protótipos começou em fevereiro de 1965. O Concorde 001 foi construído pela Aerosptiale em Toulouse enquanto que o Concorde 002 foi construído pela BAC em Filton. O Concorde 001 decolou para seu primeiro vôo de teste em 2 de março de 1969, sendo que o primeiro vôo supersônico foi realizado no dia 1º de outubro do mesmo ano.
Em 4 de setembro de 1971 o Concorde começou a sua série de vôos de demonstração em sua turnê pelo mundo afora, inclusive inaugurando o Aeroporto Internacional de Dallas-Fort Worth em 1973 quando a aeronave visitou os Estados Unidos. Estes vôos de demonstração fizeram com que o Concorde acumulasse um número de pedidos de mais de 70 aeronaves.
Entretanto, uma avalanche de cancelamentos nos pedidos se iniciou devido a uma conjunção de vários fatores, como: a crise do petróleo dos anos 70, dificuldades financeiras por parte dos parceiros das companhias aéreas, a queda do concorrente russo do Concorde, o Tupolev Tu-144, e problemas ambientais como ruído e poluição. No final, apenas Air France e British Airways sobreviveram como únicas compradoras do Concorde.
Um Concorde da British Airways, no Aeroporto Internacional de Londres Heathrow.Ambas as companhias européias realizaram uma série de vôos testes e vôos de demonstração ao redor do globo com o Concorde a partir do ano de 1974. Nestes vôos foram estabelecidos alguns recordes aeronáuticos que ainda hoje não foram superados. No total, foram realizadas 5 335 horas de vôo com os 3 modelos do Concorde, o protótipo, o modelo de pré-produção e o modelo final de produção. No total, foram realizadas cerca de 2 000 horas de testes em vôo supersônico. Estes números são 4 vezes maiores do que qualquer outra aeronave subsônica de tamanho semelhante.

Em 21 de janeiro de 1976 o Concorde começou seus vôos comerciais, com um vôo ligando Paris ao Rio de Janeiro. Voar no Concorde era uma experiência única. Tendo uma velocidade de cruzeiro em torno de 2,5 vezes a de qualquer aeronave de passageiros (1.150 nós contra 450 nós, sendo 1.292 nós o recorde em 19 de Dezembro de 1985), ele foi capaz de um feito memorável: um Concorde e um Boeing 747 da Air France decolaram ao mesmo tempo, o Concorde de Boston e o Boeing 747 de Paris. O Concorde chegou em Paris, ficou uma hora no solo e retornou à Boston, pousando 11 minutos antes do Boeing 747.
Turbulência era uma coisa que raramente o Concorde enfrentava, devido à grande altitude em que ele voava. Olhando pela janela podia-se ver claramente a curvatura da Terra, e a aeronave era mais rápida que a velocidade de rotação da Terra e isso se fazia notar quando ela decolava após o pôr do sol de Londres e chegava à Nova Iorque ainda de dia. Porém, por se tratar de um avião supersônico, o Concorde emitia muito ruído e poluição e assim por muito tempo ele não pôde pousar nos EUA por causa de leis ambientais.
O serviço de passageiros no Concorde permaneceu sem acidentes por cerca de 24 anos, atendendo regularmente, além de Nova Iorque e Washington, as cidades de Miami, Caracas, Santa Maria, Dakar, Bahrain, Cingapura, Cidade do México e Rio de Janeiro. Ao longo destes anos, o avião rodou o mundo nas duas direções, visitando todos continentes, exceto a Antártica. Porém, em 25 de julho de 2000, um Concorde da Air France acidentou-se causando a paralisação de toda a frota francesa e britânica. Este acidente foi o começo do fim para o Concorde.
Após o acidente, o Concorde sofreu algumas modificações e 15 meses depois do acidente ele voltou ao serviço de passageiros. Porém, em 10 de abril de 2003, Air France e British Airways decidiram juntas encerrar os vôos comerciais do Concorde. A Air France encerrou os vôos do Concorde em 31 de maio de 2003 enquanto que a British Airways encerrou os vôos em 24 de outubro de 2003.
Dados Técnicos
Dimensões do Concorde
Comprimento: 61,65 m
Envergadura: 25,6 m
Altura: 12,2 m
Lugares: 110 poltronas

Peso do Concorde
Peso Básico Operacional: 78.700 kg
Peso Maximo Zero Combustível: 92.080 kg
Capacidade de carga paga (payload): 13.380 kg
Peso Maximo de Decolagem: 185.000 kg
Peso Maximo de Pouso: 111.130 kg

Performance do Concorde
Velocidade Máxima de Operação: Mach 2.04
Velocidade Normal de Cruzeiro: Mach 2.00
Altitude Máxima de Operação: 60.000 pés
Alcance oficial: 3.700 NM ou 6.852 km (O recorde da aeronave é de 3.965 NM no vôo Washington – Nice em 11 de setembro de 1984)

Motor do Concorde
Modelo do Motor: Olympus 593 Mrk610
Fabricante do Motor: Rolls-Royce / SNECMA
Potência Máxima produzida por Motor na decolagem (pós-combustores acionados): 38.050 Lbs (170 KN)
Capacidade de Combustível: 119.500 Litros / 95.680 kg
Consumo de Combustível (1 motor em Idle, no solo): 1.100 kg/hora ou 2.400 libras/hora aprox 1.300 litros/hora
Consumo de Combustível (1 motor em potência máxima "seca", no solo): 17.500 kg/hora ou 23.150 lbs/hora, aprox 39.900 litros/hora.
Consumo de Combustível (1 motor em potência máxima + pós-combustor, no solo/decolagem): 38.500 kg/hora ou 49.604 lbs/hora aprox.59.750 litros/hora
25 curiosidades sobre o Concorde
1 – O Concorde, foi um projeto conjunto dos governos do Reino Unido e da França, iniciado em 1965. O supersônico havia realizado seu primeiro vôo de prova no dia 2 de março de 1969.

2 – No início de seu revolucionário projeto, muitas companhias aéreas demonstraram interesse na aeronave e o Concorde teve mais de 100 pedidos, porém com a crise do petróleo nos anos 70 todos foram cancelados;

3 – Somente as companhias aéreas British Airways e Air France operaram com os Concordes;

4 – Foram produzidas 20 unidades do Concorde, seis unidades foram para testes, e as outras 14 foram divididas entre British Airways e Air France;

5 – O Concorde ficou 27 anos em operação;

6 – Permaneceu 24 anos sem acidentes – o único acidente fatal ocorreu no ano de 2000, em Paris, por vazamento de óleo de outra aeronave na pista do aeroporto Charles De Gaulle;

7 – Seus vôos comerciais tiveram início em janeiro de 1976 e se encerraram em outubro de 2003;

8 –  Seu vôo comercial inicial ligava Paris ao Rio de Janeiro, com uma escala em Dakar e durava 5 horas e meia.

9 – Atingia a velocidade Mach 2 – 2500km/h ou duas vezes a velocidade do som;

10 – Voava mais rápido que o movimento de rotação da Terra, que é de 1666km/h;

11 – O Concorde gastava uma tonelada de combustível por passageiro para atravessar o Atlântico, o que fazia o seu custo operacional ser extremamente alto;

12 – Foi considerado símbolo da aviação comercial;

13 – Até o ano de 2001 o Concorde dava lucro às companhias aéreas, porem após os atentados no WTC (World Trade Center, em Nova York) a demanda por vôos intercontinentais diminuiu e seus vôos não eram mais rentáveis;

14 – O Concorde tinha janelas pequenas, poltronas estreitas e somente 110 lugares para passageiros;

15 – Quando atingia a altitude máxima, de 60mil pés ou 18km, era possível ver a curvatura da Terra;

16 – Em 19 de Dezembro de 1985, a aeronave realizou um feito memorável: um Concorde e um Boeing 747 (Jumbo) da Air France decolaram ao mesmo tempo, o Concorde de Boston e o Boeing 747 de Paris. O Concorde chegou a Paris, ficou uma hora no solo e retornou a Boston, pousando 11 minutos antes do Boeing 747.

17 – Devido a grande altitude atingida, turbulências eram raridades durante um vôo no Concorde;

18 – Foi considerada a aeronave mais bela já construída, com design inovador;

19 – O concorde era pintado de branco para reduzir o imenso calor externo gerado com o atrito com o ar;

20 – Com as cinco horas de diferença do fuso horário, passageiros chegavam em Nova York mais cedo do que haviam deixado Londres. O Concorde realizava o trajeto em três horas e meia!

21 – Dez mil dólares era o preço de uma passagem nos trajetos Londres – Nova York ou Paris – Nova York;

22 – Celebridades e executivos eram os passageiros mais freqüentes nos Concordes;

23 – O Cantor Phil Collins cantou em dois concertos no mesmo dia no Live Aid de 1985, em Londres –  Inglaterra e na Filadélfia –  Estados Unidos. Só conseguiu essa façanha por voar em um Concorde;

24 – Como o Concorde voava tão alto, não havia problemas de congestionamento nas suas rotas;

25 – Sua pequena frota transportou cerca de 3,7 milhões de passageiros;



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terça-feira, 20 de outubro de 2015

Grandes Cientistas: Nikola Tesla

NIKOLA TESLA
 
Nikola Tesla (1858-1943) foi um inventor austríaco que deixou importantes contribuições para o desenvolvimento das tecnologias mais importantes dos últimos séculos, como da transmissão via rádio, da robótica, do controle remoto, do radar, da física teórica e nuclear e da ciência computacional.
Nikola Tesla (1858-1943) nasceu na aldeia de Smiljan, durante o Império Austríaco, território da atual Croácia, no dia 10 de julho de 1856. Desde pequeno, era treinado por seu pai para desenvolver a memória e o raciocínio. Sua mãe vinha de família de inventores. Durante sua infância dizia que via flashes de luz que apareciam diante de seus olhos.
Em 1873 iniciou o estudo de Engenharia Elétrica, no Instituto Politécnico de Graz, na Áustria e depois na universidade de Praga, sem haver concluído o curso. Em 1881 entrou para a companhia telefônica de Budapeste, onde começou sua carreira de engenheiro.
Em 1882, Tesla descobriu o campo magnético rotativo, um princípio fundamental da física e da base de todos os dispositivos que usam correntes alternadas. Nesse mesmo ano, trabalhou na Companhia Continental Edison, em Paris. Dois anos depois, foi convidado para trabalhar para Thomas Edison em Nova York, para onde se mudou.
As divergências de opinião entre Tesla e Thomas Edison, sobre corrente contínua, foi o motivo do desentendimento entre eles. Tesla havia criado ferramentas para tornar viável o uso da corrente alternada, uma forma eficiente de transmitir energia a grandes distâncias, mas perigoso em caso de acidente. Edison, que baseava suas tecnologias na corrente contínua, era contra a “corrente assassina de Tesla”. A corrente alternada de Tesla é a que hoje corre nos fios de alta tensão do planeta.
Ao todo, Nikola Tesla registrou cerca de 40 patentes nos Estados Unidos e mais de 700 no mundo todo. Suas invenções foram focadas na utilização da eletricidade e magnetismo, entre eles: a lâmpada fluorescente, o motor de indução (utilizado em indústrias e em vários eletrodomésticos), o controle remoto, a Bobina Tesla, Transmissão via rádio, o sistema de ignição utilizado nas partidas dos carros, a corrente alternativa etc.
Entre as estranhas invenções de Nikola Tesla está uma máquina de terremotos, seu plano era transmitir eletricidade pela crosta terrestre, de forma que em qualquer lugar do planeta se pudesse ligar uma lâmpada simplesmente enfiando-a na terra. Acabou falindo, quando queimou a usina elétrica e teve que pagar uma grande indenização.
Em 1894, Nikola Tesla recebeu o doutorado Honoris Causa pela Universidade de Columbia e Yale e a medalha Elliot Cresson, pelo Instituto Franklin. Em 1912, Tesla recusou-se a dividir o Prêmio Nobel de Física com Edison, o que acabou sendo dado a outro pesquisador. Em 1934, a cidade da Filadélfia concedeu-lhe a medalha John Scott pelo seu sistema de energia polifásico. Nikola era membro honorário da Associação Nacional de Luz Elétrica e membro da Associação Americana para o Avanço da Ciência.
Durante muitos anos, o hotel Waldorf Astoria, em Nova York foi a residência de Nikola, quando ele estava no auge do poder financeiro e intelectual. Durante os últimos dez anos de vida morou no hotel New Yorker, onde faleceu, no dia 7 de janeiro de 1943.
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Grandes Cientistas: Marie Curie

Marie Curie

Marie Curie (1867-1934) foi uma cientista polonesa. Descobriu e isolou os elementos químicos, o polônio e o rádio, com a colaboração de Pierre Curie e do professor Antonio Becquerel. Em 1903 recebeu o Premio Nobel de Física e em 1911 recebeu o Nobel de Química, pelas descobertas.

Marie Curie (1867-1934) nasceu em Varsóvia na Polônia, no dia 7 de novembro de 1867. Seu pai era professor de Física e Matemática no Ginásio de Varsóvia e sua mãe era pianista. Ficou órfã de mãe aos 10 anos. Nessa época a Polônia era parte da Rússia czarista e impunha restrições aos poloneses. Em 1883 Marie ganha uma medalha de ouro ao completar o curso ginasial. Era a terceira medalha que a família Sklodowska recebia.
Terminado o ginásio Marie foi mandada para Cracóvia, que fazia parte do Império da Áustria. De volta a Varsóvia começou a trabalhar como governanta para pagar os estudos da irmã Bronya, em Paris. Depois de formada a irmã ajuda Marie a estudar na Faculdade de Filosofia da Sorbonne em Paris. Estudou Matemática, Química, Física, Astronomia, Poesia e Música. Depois de formada, foi a primeira colocada para o mestrado em Física e no ano seguinte a segunda classificada para o mestrado de Matemática.
Em 1894 conhece Pierre Curie, que trabalhava em pesquisas elétricas e magnéticas. Um ano depois estavam casados e Marie trabalhando com o marido. Em janeiro de 1896, na Alemanha o físico Wilhem Roentgen descreve sua descoberta, o raio X. Na França o professor Antonio Henri Berquerel trabalhava com a fosforecência e suas experiências levaram a creditar que a pechblenda, minério de urânio, contivesse outro elemento além do urânio. Marie, Pierre e o professor trabalham juntos em laboratório durante vários anos.
Em julho de 1898 Marie comunica a descoberta do novo elemento, que chamou de polônio, como lembrança de seu país. Continuando as pesquisas descobriram o rádio, que recebeu o nome por ter intensa radiação. Em 1903 Pierre Curi foi nomeado professor chefe do laboratório de Química na Sorbonne. Nesse ano Marie recebe o prêmio Nobel de Física. Em 1906, com a morte do marido, Marie Curie assume o cargo de professora. Em 1910 conseguiu isolar o rádio no seu estado puro. Em 1911 recebe o premio Nobel de Química.
Marie Curie faleceu no dia 4 de julho de 1934. Seus órgãos vitais estavam comprometidos devido a constante exposição à radiação. Um ano apos sua morte, sua filha mais velha recebe o Premio Nobel de Química.

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