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terça-feira, 18 de agosto de 2015

Carl Edward Sagan: Um Gênio, Uma Homenagem


Carl Edward Sagan: Um Gênio, Uma Homenagem 
Carl Sagan: Uma vida, de Keay Davidson
Lisboa: Bizâncio, 2000, 618 pp.


A morte de Carl Sagan em 1996 fazia prever o aparecimento de biografias e esta foi uma das duas que apareceram quase ao mesmo tempo. (A outra foi a de Poundstone.) Davidson não se limita a apresentar-nos a vida e obra de Carl Sagan; apresenta-nos uma autêntica história das disciplinas científicas cultivadas por Sagan, e quase um tratado sobre o envolvimento cultural e social da ciência nos Estados Unidos da América dos anos 50, 60 e 70 do século que agora termina. Mesmo que o interesse do leitor sobre a vida e a obra de Sagan seja mínimo, a biografia de Davidson vale pela perspectiva única que nos oferece desses aspectos. As suas imensas referências bibliográficas abrangem praticamente todas as grandes obras de ciência publicadas desde os anos 60, e incluem ainda muitas referências a obras de áreas como a filosofia da ciência, a história da cultura e a literatura. O ganho cognitivo obtido com a leitura desta biografia é inquestionável.

Carl Sagan tornou-se conhecido em todo o mundo graças à série televisiva "Cosmos" e ao livro homônimo que a acompanhou, nos anos 80. Tanto a série como o livro foram sucessos internacionais, incluindo entre nós. Em Portugal teve o feliz efeito de desbravar um terreno na altura virgem e visto com maus olhos por parte da retrógrada universidade portuguesa da altura: a divulgação científica. A coleção "Ciência Aberta", da Gradiva, cresceu sobre o signo de Carl Sagan. E em Portugal, como em muitos outros países, muitos foram os jovens que decidiram ingressar em cursos superiores de ciências por influência de Sagan. Alguns desses jovens tornaram-se, entretanto professores e dão hoje aulas nas nossas universidades. E isto aconteceu também um pouco em todo o mundo.

Na verdade, aconteceu também com o próprio autor desta biografia, que o declara logo desde o início:

He was a hero of my childhood and youth. But a childhood hero is a dangerous thing to have, because one eventually outgrows childhood. [...] In that regard, when I began this project, the writer Timothy Ferris warned me that some biographers end up hating the subjects of their biographies. Indeed, I was worried about what I might learn about Sagan; like all professional science writers, I had heard some less than flattering stories about him. (Not all proved to be true.) [...] Yet after scrutinizing Sagan's life in detail, I must say that I not only still like him but respect him more than ever [...]. Because he lived, the world is a better place. (p. xiii da edição original)

A biografia de Davidson é implacável. Em muitas passagens, e, sobretudo depois de se ler a biografia de Poundstone, fica-se com a sensação de que Davidson precisava mesmo de exorcizar o herói da sua juventude, o que o terá levado em alguns casos a ser injusto. Mas há vantagens numa biografia assim: se o biografado resistir a esta atitude sem se transformar aos nossos olhos em mais um ser humano mesquinho e patético, isso significará que, muito provavelmente, ele era realmente um ser humano de um calibre superior. E isso é precisamente o que acontece com Carl Sagan nesta biografia.

As pessoas associam Carl Sagan à astronomia. Mas os seus interesses fundamentais orientavam-se muito para uma área específica da biologia (que ele praticamente fundou) e para o estudo dos planetas (mais do que das estrelas distantes e das galáxias, como é típico num astrônomo profissional). No fundo, a questão que atravessou a carreira científica de Sagan foi a de saber se há vida no universo além da Terra. À disciplina da biologia que tem por missão descobrir e estudar a vida extraterrestre começou a chamar-se "exobiologia"; e Sagan foi um dos pioneiros nesta área de estudos. Também os seus estudos sobre as atmosferas dos planetas do sistema solar, nomeadamente Marte e Vênus, representaram muitas vezes avanços científicos importantes. Em ambos os casos, o interesse de Sagan era encontrar vida extraterrestre.

A importância de encontrar vida além da Terra é enorme; e não estou a falar sequer de encontrar formas de vida inteligente. Encontrar uma qualquer forma primitiva de vida microscópica em Vênus ou Marte ou noutro planeta é imensamente importante, pois será a demonstração cabal de que o aparecimento da vida é um processo natural normal que acontece quando se reúnem certas condições. Este resultado será terrível para o argumento tradicional do desígnio, pois demonstrará que a vida é o produto natural das leis da natureza, e não a expressão da vontade de uma divindade. Os resultados de Miller-Urey, nos anos 50, foram altamente encorajadores: simulando em laboratório as condições atmosféricas da Terra primitiva, rapidamente se formaram moléculas orgânicas. Este resultado fazia prever que a vida seria um acontecimento comum no universo. Mas até hoje nunca se encontrou vida em nenhum outro planeta além da Terra.

Ao narrar a carreira científica de Sagan, Davidson descreve com energia e inteligência os avanços e os recuos, os dilemas e as descobertas das ciências envolvidas na descoberta de vida extraterrestre. O autor domina os temas com mestria e sem obscuridades, empolgando o leitor não só com o papel desempenhado por Sagan no desenvolvimento dos estudos relacionados com a vida extraterrestre e os planetas do sistema solar, mas também de muitos dos outros protagonistas ilustres.

Os aspectos da vida pessoal de Sagan surgem quase deslocados na primeira parte desta biografia, tão intenso é o investimento do autor na história da cultura, da sociedade e das ciências relacionadas com a procura de vida extraterrestre. Mas no último terço da obra, aproximadamente, Davidson deixa praticamente de se referir aos avanços e recuos científicos que rodearam a vida de Sagan, concentrando-se numa espécie de apreciação da obra mais conhecida de Sagan, como "Cosmos", "Os Dragões do Éden" ou "Contacto". O último terço da biografia de Davidson deixa muito a desejar, sobretudo quando lemos 2 ou 3 páginas de descrições de livros que conhecemos bem ou (pior ainda!) quando o autor se dedica a fazer uma história descuidada e pouco rigorosa da recepção da obra popular de Sagan — e se afirmo que essa história é descuidada e pouco rigorosa é porque em muitos casos se baseia quase exclusivamente nas críticas publicadas nas próprias contra-capas dos livros em causa!

À parte este aspecto infeliz do último terço da obra, Davidson apresenta uma biografia inteligente, informativa e cheia de idéias estimulantes sobre a ciência e o seu envolvimento cultural e social. Em muitos casos é óbvia a simpatia do autor por doutrinas quase pós-modernistas acerca da ciência, o que o faz ser vítima de algumas ingenuidades típicas deste movimento cultural — ainda para mais geralmente formuladas como se fossem a descoberta da pólvora seca debaixo de água, nuns casos, ou como se fossem perspectivas óbvias que nem vale a pena discutir. Mas estes aspectos resumem-se a comentários que o autor não se inibe de fazer e não contaminam toda a obra.

Esta obra é uma leitura obrigatória para todos os que admiram Sagan, revelando-nos um homem com um amor inaudito ao conhecimento, o que já sabíamos, mas que teve uma vida cheia de lutas, quer pessoais quer profissionais, quer para ser levado a sério pelos seus pares, quer para alcançar a felicidade — e isto pode ser uma novidade para muitas pessoas. O tranqüilo otimismo que perpassa os textos de Sagan não deixaria adivinhar uma vida que na realidade foi tumultuosa e cheia de armadilhas. O que só confere ainda mais valor a um ser humano que foi capaz de se distanciar de si próprio e de ver o universo e a vida de uma perspectiva cósmica. Uma leitura fascinante.

Livros:

  • Os Planetas. Biblioteca Cientifica Life. Co-escrito por Jonathan Norton Leonard, publicado em 1966 (em inglês).
  • A Vida Inteligente no Universo. Co-escrito por Iosif Shklovsky. Publicações Europa-América, 1966 (em inglês), 1981 (em português), 509 páginas.
  • UFOs: A Scientific Debate. Co-escrito por Thornton Page. Cornell University Press, 1972 (em inglês), 310 páginas.
  • Communication with extraterrestrial intelligence. MIT Press, 1973 (em inglês), 428 páginas.
  • Marte e a Mente do homem. Artenova, 1973 (em inglês e português), 143 páginas.
  • Conexão Cósmica: Uma perspectiva extraterrestre. Co-escrito por Jerome Agel. Discute a possibilidade da existência de civilizações extraterrestres. Artenova, 1973 (em inglês), 1976 (em português), 301 páginas.
  • Other Worlds. Bantam Books, 1975 (em inglês).
  • Murmúrios da Terra: A Viagem Interestelar da Voyager Record. Francisco Alves, 1978 (em inglês e português).
  • Os Dragões do Éden: Especulações sobre a Evolução da Inteligência Humana. Premiado com o Prêmio Pulitzer. Francisco Alves, 1978 (em inglês e português), ISBN 0-345-34629-7, 288 páginas.
  • Cérebro de Broca: Reflexões sobre o Romance da Ciência. Uma recompilação de artigos científicos. Francisco Alves, 1979 (em inglês e português), ISBN 0-345-33689-5, 416 páginas.
  • Cosmos. Livro complementar a série de documentários homônima, sua obra de divulgação científica mais popular e influente, o que fez ele se tornar mundialmente famoso. Francisco Alves, 1980, 384 páginas.
  • O Inverno Nuclear: O mundo após uma guerra nuclear. Francisco Alves, 1985 (em inglês e português). Co-escrito por Paul R. Ehrlich.
  • Cometa. Co-escrito por Ann Druyan. Sobre a origem dos cometas. Francisco Alves, 1985 (em inglês e português), 496 páginas.
  • Contato. Estória de ficção científica sobre um contato com uma civilização extraterrestre, serviu de base para um filme homônimo de 1997. Companhia das Letras, 1985 (em inglês), 1997 (em português), 352 páginas.
  • A Path Where No Man Thought: Nuclear Winter and the End of the Arms Race. Co-escrito por Richard Turco, Random House, 1990 (em inglês), ISBN 0-394-58307-8, 499 páginas.
  • Shadows of Forgotten Ancestors: A Search for Who We Are. Sobre a evolução da espécie humana e o desenvolvimento das civilizações pré-históricas. Co-escrito por Ann Druyan, Ballantine Books, 1993 (em inglês), 528 páginas.
  • Pálido Ponto Azul. Considerado uma sequência de Cosmos, trata sobre a posição do ser humano perante o universo e analisa a possibilidade da humanidade como uma futura civilização viajante no espaço. Companhia das Letras, 1994 (em inglês e português), 429 páginas.
  • O Mundo Assombrado Pelos Demônios: A Ciência vista como uma vela no escuro. Uma defesa em prol do método científico e ceticismo em troca da superstição e da pseudociência. Companhia das Letras, 1996, 480 páginas.
  • Bilhões e Bilhões. Última obra escrita por Sagan, considerada como seu testamento ideológico. Co-escrito por Ann Druyan, Companhia das Letras, 1997 (em inglês), 1998 (em português), 320 páginas.
  • Variedades da experiência científica: Uma visão pessoal da busca por Deus. Uma recompilação póstuma dos textos de Sagan nas Conferências Gifford sobre teologia natural. Editado por Ann Druyan, Companhia das Letras, 1985 (em inglês), 2010 (em português), 304 páginas.
Link Wikipedia:

42 Citações De Carl Edward Sagan Para Alegrar Nossas Vidas


42 Citações De Carl Edward Sagan Para Alegrar Nossas Vidas

1- “Não é possível convencer um crente de coisa alguma, pois suas crenças não se baseiam em evidências; baseiam-se numa profunda necessidade de acreditar.”

2- “Diante da vastidão do tempo e da imensidão do espaço é uma alegria para eu compartilhar uma época e um planeta com você.”
3- “A idéia de que Deus é um gigante barbudo de pele branca sentado no céu é ridícula. Mas se, com esse conceito, você se referir a um conjunto de leis físicas que regem o Universo, então claramente existe um Deus. Só que Ele é emocionalmente frustrante: afinal, não faz muito sentido rezar para a lei da gravidade!”
4- “Se não existe vida fora da Terra, então o universo é um grande desperdício de espaço.”
5- “O que é mais assustador? A idéia de extraterrestres em mundos estranhos, ou a idéia de que, em todo este imenso universo, nós estamos sozinhos?”
6- “O primeiro pecado da humanidade foi a fé; a primeira virtude foi a dúvida.”
7- “A vida é apenas uma visão momentânea das maravilhas deste assombroso universo, e é triste que tantos se desgastem sonhando com fantasias espirituais.”
8- “Um livro é a prova de que os homens são capazes de fazer magia.”
9- “Em algum lugar, alguma coisa incrível está esperando para ser conhecida.”
10- “Às vezes acredito que há vida em outros planetas, às vezes eu acredito que não. Em qualquer dos casos, a conclusão é assombrosa.”
11- “Nós somos uma maneira do Cosmos conhecer a si mesmo.”
12- “Se ouço barulho de cascos, penso em cavalos, não em zebras.”
13- “No futuro, não muito distante, haverá poucos empregos para pessoas altamente educadas e bem preparadas. Não haverá chances para todo mundo. A qualidade do ensino é precária no mundo inteiro e isso terá graves conseqüências. Em especial, a educação científica é deplorável. Em quase todo o mundo os professores ainda são mal remunerados e a qualidade do ensino de ciências é muito deficiente. Para mim, este é um dos piores problemas que enfrentamos atualmente, causador de muitas desgraças. No início deste século, o escritor Herbert George Wells dizia que "O futuro será uma corrida entre a educação e a catástrofe". No momento, acho que estamos perdendo a corrida.”
14- “Em um Universo que já tem 10 ou 15 bilhões de anos, estamos constantemente esbarrando em surpresas.”
15- “Existem muitas hipóteses em ciência que estão erradas. Isso é perfeitamente aceitável, eles são a abertura para achar as que estão certas.”
16- “A ausência da evidência não significa evidência da ausência.”
17- “A um Deus das Lacunas é atribuída a responsabilidade pelo que ainda não compreendemos.”
18- “O espaço e o tempo estão interligados. Não podemos olhar para o espaço à frente sem olhar para trás no tempo.”
19- “Queremos buscar a verdade, não importa aonde ela nos leve. Mas para encontrá-la, precisaremos tanto de imaginação quanto de ceticismo. Não teremos medo de fazer especulações, mas teremos o cuidado de distinguir a especulação do fato.”
20- “Tomas de Aquino reclamava que Deus não podia fazer um triângulo cujos ângulos interiores não somassem 180 graus. Mas Bolyai e Lobachevsky foram capazes de conseguir esta tarefa (numa superfície curva) no século X e IX, e não eram nem deuses aproximados.”
21- “Talvez as pessoas que se satisfazem com apenas algumas horas de sono à noite sejam os precursores de uma nova adaptação humana que aproveitará integralmente todas as 24 horas do dia. Eu, de minha parte, confesso abertamente que invejo tal adaptação.”
22- “A história está repleta de pessoas que, como resultado do medo, ou por ignorância, ou por cobiça de poder, destruíram conhecimentos de imensurável valor que em verdade pertenciam a todos nós. Nós não devemos deixar isso acontecer de novo.”
23- “Como as nossas paixões pelos esportes são tão profundas e tão amplamente distribuídas, é provável que façam parte de nosso hardware - não estão em nossos cérebros, mas em nossos genes.”
24- “Estamos irrevogavelmente em um caminho que nos levará às estrelas. A não ser que, por uma monstruosa capitulação ao egoísmo e à estupidez, acabemos nos destruindo.”
25- “A nossa geração tem que escolher o que ela valoriza mais: lucros de curto prazo ou habitabilidade de longo prazo no nosso lar planetário?”
26- “Tanto o insignificante quanto o extraordinário são arquitetos do mundo natural.”
27- “O cérebro é como um músculo. Quando pensamos bem, nos sentimos bem.”
28- “Eu não quero acreditar, eu quero conhecer.”
29- “A cura para um argumento falacioso não é a supressão de idéias, e sim um argumento melhor.”
30- “Tornamos nosso mundo significativo pela coragem de nossas perguntas e pela profundidade de nossas respostas.”
(A Espinha Dorsal da Noite, no livro "Cosmos")
31- “Prefiro a verdade dura à fantasia consoladora, pois, no cômputo final, os fatos geralmente revelam-se mais consoladores.”
(O Mundo Assombrado pelos Demônios - Carl Sagan)
32- “Quando o filme Parque dos Dinossauros foi mostrado em Israel, ele foi condenado por alguns rabinos Ortodoxos porque ele aceitou a evolução e porque ele ensinou que os dinossauros viveram centenas de milhões de anos atrás - quando, como está claramente declarado em todo Rosh Hashonhan e toda cerimônia de casamento Judaica, o Universo tem menos do que 6.000 anos.”
(O Mundo Assombrado Pelos Demônios: A Ciência Vista Como Uma Vela No Escuro.)
33- “Uma das grandes revelações da exploração espacial é a imagem da Terra, finita e solitária acomodando toda a espécie humana através dos oceanos do tempo e do espaço.”
34- “Saber muito não lhe torna inteligente. A inteligência se traduz na forma que você recolhe, julga, maneja e, sobretudo, onde e como aplica esta informação.”
35- “Para mim, é muito melhor compreender o universo como ele realmente é do que persistir no engano, por mais satisfatório e tranqüilizador que possa parecer.”
36- “E se o mundo não corresponde em todos os aspectos a nossos desejos, é culpa da ciência ou dos que querem impor seus desejos ao mundo?”
37- “O universo não foi feito à medida do ser humano, mas tampouco lhe é adverso: é-lhe indiferente.”
38- “A ciência está atrás do que o universo realmente é, não do que nos faz sentir bem.”
39- “Devemos manter a mente aberta, mas não tão aberta a ponto do cérebro cair.”
40- “Alegações extraordinárias exigem evidências extraordinárias.”
41- “Nós somos feitos de poeira de estrelas.”
42- “Não seria demasia lembrar que os arautos das devassas ilegais odiosas e fascistas acabam por ter que quebrar os seus próprios espelhos.” (autor desconhecido)
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segunda-feira, 17 de agosto de 2015

5 FATOS CURIOSOS SOBRE A MATEMÁTICA




5 FATOS CURIOSOS SOBRE A MATEMÁTICA

Tente provar por si mesmo!!!


1-     Dados quinze termos consecutivos de uma seqüência tipo Fibonacci (seqüência em cada termo a partir do terceiro, é a soma dos dois anteriores) a soma dos primeiros treze é igual à diferença entre o décimo quinto e o segundo termo.
2-      A soma de dez termos consecutivos quaisquer de uma seqüência tipo Fibonacci é onze vezes o sétimo termo da seqüência considerada
3-     Se dois números de dois algarismos têm iguais os algarismos das dezenas e têm algarismos das unidades cuja soma é 10, pode-se calcular seu produto facilmente, multiplicando-se o algarismo da dezena pelo seu consecutivo e acrescenta-se à direita o produto dos algarismos das unidades. Por exemplo: 77 x 73 multiplica-se 7 x 8 = 56 e 7 x 3 = 21, assim 77 x 73 = 5621.
4-      Se você somar 1 ao produto de quatro números inteiros consecutivos, o resultado sempre será um quadrado perfeito.
5-     Se a um inteiro positivo com um número par de algarismos somarmos o número obtido escrevendo-se os algarismos do inteiro dado na ordem inversa, o resultado é um múltiplo de onze.
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Livros Gratúitos De Cálculo Para Download



Olá a todos os fiéis leitores e amantes da matemática e do cálculo. Estou deixando aqui os links para download de três fantásticos livros de cálculo do professor Mauricio A. Vilches, com quem tive o prazer de estudar na UERJ. Os livros são disponíveis de forma gratuita no site do IME da Uerj, mas resolvi deixá-los aqui para download direto. Eles são muito bons e realmente difíceis, vale a pena cada quebrada de cabeça para aprender.

Cálculo Diferencial E Integral I:
https://www.dropbox.com/s/gdtu5zyzk3z01pm/calculo1.pdf?dl=0
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Cálculo Diferencial E Integral II:




https://www.dropbox.com/s/7a3hhyxiz189wat/calculo2.pdf?dl=0


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Cálculo Diferencial E Integral III:

https://www.dropbox.com/s/7y5gry00lpmzelz/calculo3.pdf?dl=0
magnet:?xt=urn:btih:5c1a033ecce904f98818541aba11c79a8490d608&dn=0001+Calculo+III&tr=udp%3A%2F%2Ftracker.openbittorrent.com%3A80&tr=udp%3A%2F%2Fopen.demonii.com%3A1337&tr=udp%3A%2F%2Ftracker.coppersurfer.tk%3A6969&tr=udp%3A%2F%2Fexodus.desync.com%3A6969

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domingo, 16 de agosto de 2015

Matemático Russo (Maluco) resolve problema centenário e recusa US$ 1 milhão




Matemático Russo (Maluco) resolve problema centenário e recusa US$ 1 milhão




Um gênio russo ganhou um dos maiores prêmios mundiais de matemática nesta quinta-feira ao resolver um dos sete "problemas do milênio". Grigory Perelman, 40 anos, levou 10 anos para resolver a conjectura de Poincare, que descreve o formato do universo e intriga especialista há pelo menos 100 anos. Perelman, que divide o aluguel de US$ 74 com a mãe e está desempregado desde dezembro, recusou o prêmio de US$ 1 milhão a ser entregue pelo próprio rei da Espanha e alega que não fez nada de extraordinário. "Eu não acho que eu seja de interesse público", disse o matemático ao London Telegraph. "Eu não falo isso por causa da minha privacidade, não tenho nada a esconder. Só acho que o público não deve se interessar por mim. Jornais deveriam ter mais discernimento sobre o que publicar, deveriam ter mais requinte. Até onde eu sei, não ofereço nada que acrescente à vida dos leitores", completou. Depois de 10 anos de trabalho, o modesto Perelman, ao invés de publicar seu achado em um importante jornal, jogou tudo em uma página da Internet, para que todos tenham acesso. "Se alguém tiver interesse na solução do problema, está tudo lá. Deixe-os pesquisar livremente." Perelman vive recluso em São Petersburgo e mantém-se afastado da mídia. "Publiquei meus achados. É isto que ofereço ao público." Alguém por favor ache o telefone do Louco?
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John Von Neumann: Um Cientista Fantástico

John Von Neumann: Um Cientista Fantástico


Curiosidades Sobre
 
Aos seis anos era capaz de resolver mentalmente problemas de divisão como 78.463.215 dividido por 49.673.235. Por volta dos oito anos, obteve seu diploma de cálculo na faculdade e como brincadeira podia memorizar, apenas olhando, os nomes, os endereços e números de telefone de uma coluna em uma lista telefônica. Com apenas 23 anos escreveu um livro chamado Os fundamentos matemáticos da mecânica quântica, utilizado no desenvolvimento da energia atômica.
Biografia

(Budapeste, 1903 - Washington, 1957) Matemático húngaro, com cidadania norte-americana. Nascido em uma família de banqueiros judíos, mostrou desde a infância um extraordinário talento para a matemática. Em 1921 ele se matriculou na Universidade de Budapeste, onde concluiu o PhD em matemática, cinco anos depois. Porém frequentou durante a maior parte do tempo outros centros acadêmicos. Na Universidade de Berlim, frequentou os cursos de Albert Einstein. Foi aluno também da Escola Técnica Superior de Zurique, onde em 1925 se formou em engenharia química, e frequentando ainda a Universidade de Göttingen.

Ali conheceu o matemático David Hilbert , cujo trabalho exerceu considerável influência sobre si e contribuiu significativamente para o desenvolvimento do que Hilbert chama de teoria da demostração trouxe várias melhorias para a fundamentação da teoria dos conjuntos desenvolvida por Ernst Zermelo. Em Göttingen assistiu também ao nascimento da Teoria Qüantica de Werner Heisenberg e demonstrou interesse na aplicação do programa formalista de Hilbert para formulação matemática deste novo ramo da Física.

Isso o levou a se tornar o primeiro autor da primeira teoria abstrata axiomática dos chamados (especialmente por ele) espaços de Hilbert e os seus operadores, que a partir de 1923 começaram a se empenhar em demonstrar a condição de instrumento de excelência matemática da Mecânica Qüantica, a lógica interna desta estrutura revelou-se através do trabalho de Von Neumann, que contribuiu para fornecer uma base rigorosa para a exposição.

Também é notável a abertura do seu empreendimento em a Estatísticas matemáticas a partir de 1928 em seu estudo dos jogos de estratégia, em seguida, desenvolvido no famoso livro Teoria dos Jogos e Comportamento Econômico, publicada no 1944 e escrito em colaboração com Oskar Morgenstern.

Em 1943, o Exército dos EUA confirmou sua participação no Projeto Manhattan para o fabricaçâo das primeiras bombas atômicas, depois Von Neumann sempre colaborou com os militares, e com convicções anti-comunista lideradas em seguida, interviu ativamente na fabricação da bomba de hidrogênio e o desenvolvimento de mísseis balísticos.

Entre 1944 e 1946 colaborou na elaboração de um relatório para o exército no potencial desenvolvimento da eletrônica primeiros computadores, enfatizando a concepção de um memória para atuar em seqüência e não apenas o registro de dados numéricos de um problema, mas na lógica de um programa com instruções para a resolução do mesmo.

Interessou-se também em robótica e em 1952, propôs dois modelos de máquinas de auto-reprodução, uma com um modo de reprodução similar aos cristais, enquanto o outro era mais próximo a forma como os animais se reproduzem. Em 1955, após solicitar a licença de Princeton, foi nomeado para a Comissão do governo dos EUA da Energia Atómica. Nesse mesmo ano descobriu um câncer no de nível muito avançado que o afastou de qualquer atividade, até a morte, em 1957.
sábado, 15 de agosto de 2015

Uma Breve História Do Pi


Uma Breve História Do Pi

Você pode até não gostar dele, mas o número pi - que tem até uma data comemorativa - tem uma história de pelo menos cinco mil anos.

Todo mundo sabe que o valor de pi é 3,14 e alguma coisa. E ele corresponde a uma razão, a razão entre o comprimento de uma circunferência e seu diâmetro. E esse valor sempre esteve presente na natureza, esperando para ser descoberto. Mas quem o descobriu? Em consideração ao dia do pi, comemorado no domingo (3/14, pela notação norte-americana), fizemos um breve histórico de como ele veio a ser conhecido como 3,141592653589793238462643383279502884197169… É difícil definir com precisão quem identificou tal relação entre a circunferência de um círculo e seu respectivo diâmetro, pois há informações de que alguns povos já tinham esse conhecimento desde 2550 A.C. A pirâmide de Gizé, que foi construída entre 2550 e 2500 a.C., tem um perímetro de 1760 cúbitos ou côvados (um cúbito possui cerca de 46 centímetros, embora, na época, fosse medido pelo comprimento do antebraço de uma pessoa e, portanto, esse número variava um pouco) e uma altura de 280 cúbitos. A relação entre o perímetro da pirâmide e sua altura é o valor de pi multiplicado por dois. Egiptólogos acreditam que estas proporções foram escolhidas por razões simbólicas, mas nunca saberemos ao certo. Os primeiros indícios escritos sobre o pi data por volta de 1900 a.C., onde os babilônios e egípcios tinham uma idéia do valor aproximado. Precisamente, os babilônios estimaram o pi em uma relação de 25/8, enquanto os egípcios chegaram a um valor de 256/81. O matemático grego Arquimedes de Siracusa (287 – 212 a.C.) é considerado a primeira pessoa a calcular o valor de pi com mais precisão. Ele partiu da idéia de encontrar a área de dois polígonos encaixados na circunferência, um inscrito e outro circunscrito, como mostra a figura abaixo. Arquimedes não chegou ao valor exato, mas conseguiu uma ótima aproximação. Ele usou polígonos de 96 lados para encontrar um valor médio de 3,1485.



O matemático chinês Zhu Chongzi (429 – 500 d.C.) usou um método semelhante para se aproximar ao valor de pi, usando um polígono de 12.288 lados. Sua melhor aproximação foi a razão de 355/113. O valor aproximado de pi aparece também na Bíblia: “E fez um tanque redondo de bronze, de dez côvados de uma borda à outra. Sua altura era de cinco côvados e um cordão de trinta côvados o cercava ao redor”. Está lá, em 1 Reis 7:23. Vale notar que a razão de pi encontrada nesse texto pode ser mais precisa do que se pode pensar, pois um côvado muda de valor de acordo com o tamanho do antebraço de uma pessoa. Assumindo que a Bíblia não está falando de uma pessoa específica, então, o tamanho do antebraço poderia oferecer boa precisão. No século 15, o matemático indiano Madhavan de Sangamagramam descobriu o que hoje é conhecida como série de Madhava-Leibniz (esse foi o nome dado à série após o matemático alemão Gottfried Leibniz ter redescoberto a série no século 17). É uma série infinita que tende para o número quatro e que, posteriormente, ajudou a calcular o pi até 11 casas decimais. A letra grega pi foi utilizada para designar a relação em 1707, pelo matemático galês William Jones, embora o uso do símbolo não tenha sido popularizado até o ano de 1737, por outro matemático e também físico, o  suíço Leonhard Euler. Pi é a designação da palavra grega que significa perímetro. O cálculo mais preciso do pi antes da invenção do computador foi feito por D.F. Ferguson, que calculou o pi com 620 dígitos em 1945 (em 1874, William Shanks calculou o pi com 707 dígitos, mas somente 527 dígitos estavam corretos). Depois que os computadores entraram em cena, não havia mais limites para calcular o  pi. Em 1947, usando uma calculadora de mesa, Fergunson calculou o pi com 710 dígitos. Em 1999, Takahashi Kanada chegou a 206.158.430.000 dígitos usando um computador SR8000, da Hitachi. O maior cálculo de pi feito até hoje, foi realizado em 2002, por uma equipe da Universidade de Tóquio. Novamente, com a ajuda de um computador Hitachi, o pi foi calculado com 1.241.100.000.000 dígitos.


Em resumo:


Os egípcios calcularam o pi usando as pirâmides (ou projetaram as pirâmides com a ajuda do pi?).


Archimedes conseguiu calcular algumas casas a mais utilizando polígonos de 96 lados.


Zhu Chongzhi elevou a precisão usando polígonos de 12.288 (ou será que chegou a apenas 12.192).


Fergunson chegou a 620 dígitos realizando cálculos “na unha”.


Na Universidade de Tóquio usaram uma super máquina para chegar a simples 1.241.100.000.000 dígitos.