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segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Ayrton Senna Da Silva: O Brasileiro Sem Limites

AYRTON Senna Da Silva

(21/03/1960 / 01/04/1994)
O Brasileiro Sem Limites
Na primeira vez em que pilotou um carro da equipe Williams, Ayrton Senna classificou o evento como uma experiência incrível: "Foi em Donnington Park, um dia depois do GP da Inglaterra, em julho de 1983. Parecia um sonho ver de perto aquela tremenda máquina, altamente sofisticada, campeã do mundo, um privilégio permitido a apenas dois pilotos. Naquele dia, a Williams não era de ninguém. Era só minha. Liguei o carro, bati o recorde da pista, uma grande recordação."
Filho de um empresário do ramo metalúrgico, Ayrton Senna da Silva desde cedo interessou-se por carros de corrida.
Aos quatro anos, ganhou de presente um pequeno kart de 1 HP, com o qual começou a brincar no pátio da empresa de seu pai. Três anos depois, passou a treinar no kartódromo de Interlagos, em São Paulo.
Com oito anos, Ayrton Senna correu pela primeira vez num kart profissional, competindo com adultos. Em 1974, foi campeão paulista na categoria júnior, conquistando o título de campeão brasileiro na mesma categoria no ano seguinte.
Conquistou diversos títulos no kart, chegando a campeão sul-americano, e foi duas vezes vice-campeão mundial, em 1979 e 1980. Em novembro desse ano, Ayrton Senna fez testes para ingressar na equipe Van Dieman, de Fórmula 1600, na Inglaterra. Participou de diversas competições, obtendo várias vitórias. No ano seguinte, por um breve intervalo, voltou ao Brasil, disposto a assumir os negócios na empresa de seu pai, mas logo retornou à Inglaterra.
Em 1982, Senna disputou o Campeonato Europeu 1600. Nesse mesmo ano, transferiu-se para a Fórmula Fiat 2000. A entrada de Ayrton Senna na Fórmula 1 começou em 1983, quando disputou a Fórmula 3 na Inglaterra. Bem-sucedido nessa temporada, obteve propostas para competir na McLaren e na Williams. Acabou escolhendo uma equipe pequena, a Toleman.
Em 1985, Senna passou a competir pela Lotus, uma equipe de tamanho médio com a qual preparou o salto que daria em sua carreira. Na Lotus, disputou 48 grandes prêmios entre 1985 e 1987, vencendo seis vezes. Passou a competir com pilotos consagrados, como Alain Prost, Nigel Mansell e Nelson Piquet.
Senna acertou sua entrada na McLaren Honda em 1987. Com tecnologia de ponta, a McLaren associava aerodinâmica e potência. Com ela, Ayrton Senna foi campeão mundial em 1988. Foi vice, em 1989 e novamente campeão nos anos de 1990 e 1991. Nessa época, a inimizade entre Senna e o também piloto da McLaren Alain Prost tornou-se pública.
O ano de 1992 marcou a decadência da equipe da Honda. Senna teve problemas em várias provas e acabou a temporada em quarto lugar. No ano seguinte, Senna despediu-se da McLaren, completando uma prova pela última vez, em Adelaide, na Austrália. O campeão mundial transferiu-se para a Williams em 1994, numa transação de 20 milhões de dólares.
No dia 1o de maio, Senna liderava a prova no circuito de Imola, na Itália, quando saiu da pista na curva Tamburello e bateu no muro de proteção a 210 km/h. Foi socorrido na pista. Quando a equipe médica chegou, porém, o piloto já estava em coma.
No dia 4 de maio de 1994, seu corpo chegou ao Brasil. Consternada, a população de São Paulo assistiu ao cortejo fúnebre que foi do aeroporto à Assembléia Legislativa. Coberto com uma bandeira do Brasil, o corpo do campeão foi velado por milhares de pessoas, recebendo honras de Chefe de Estado. Em dez anos de Fórmula 1, Ayrton Senna disputou 161 corridas, venceu 41 e conquistou 65 pole positions (primeira posição de largada). O impacto de sua morte ainda hoje entristece os brasileiros.

10 CURIOSIDADES SOBRE AYRTON SENNA
1. O apelido de Ayrton Senna na infância era Beco. Ele queria ser chamado de "Becão". Senna ganhou um mini-kart construído pelo pai aos quatro anos.
2. Ayrton usava as cores do Brasil no seu capacete. Em 1978, quando foi disputar o Campeonato Mundial de Kart, na Europa, as regras da competição exigiam que os capacetes dos pilotos tivessem as cores do país de origem do participante. Ele decidiu manter a tradição na F-1.
3. No ano de 1983, Senna correu uma prova inteira de Fórmula 3 na Inglaterra com o carro sem freios. Os mecânicos, a princípio, não acreditaram, mas ao verificar as pastilhas viram que elas estavam geladas.
4. O circuito inglês de Silverstone, onde ele venceu nove provas seguidas na Fórmula 3, foi apelidado de Silvastone, numa referência ao sobrenome Silva do piloto brasileiro.
5. Ainda na Fórmula 3, em 1983, o piloto brasileiro foi convidado por Frank Williams para testar um dos carros de sua equipe no Autódromo de Donington Park, na Inglaterra. Senna fez tempos melhores que os pilotos oficiais da equipe, Keke Rosberg e Jacques Laffite.
6. Na primeira temporada de Fórmula 1, em 1984, pilotando uma irregular Toleman, Senna ficou em segundo lugar no GP de Mônaco, atrás de Alain Prost, da McLaren. Chegou a ultrapassar Prost, mas o diretor da prova - o ex-piloto belga Jacky Ickx - alegou que a havia interrompido antes por causa da chuva
7. Em 5 de novembro de 1984, Ayrton Senna, recém-contratado pela Lótus, acordou com o lado direito do rosto totalmente paralisado. Estava na Inglaterra. A primeira sensação foi a de um derrame. Mas tudo não passou de uma paralisia facial. Senna fez massagens e usou uma medicação à base de cortisona. Teve uma recaída ao dormir num hotel carioca com o ar condicionado ligado. O piloto só se recuperou totalmente em fevereiro de 1985.
8. Dois dias antes do GP Brasil de 1987, Ayrton Senna recebeu do Ministério da Aeronáutica o título de piloto de caça honorário da Força Aérea Brasileira. Senna retribuiu a homenagem colando em seu capacete o símbolo do Esquadrão do Primeiro Grupo de Caça, equipe de elite da FAB, que adota como lema o famoso "Senta a Pua", usado pelos nossos pilotos na Segunda Guerra Mundial.
9. Ao longo de sua carreira, Ayrton Senna conquistou 41 vitórias (19 de ponta a ponta), 161 GPs, 2.750 voltas na liderança, 65 poles e 3 títulos mundiais.
10. Em março de 1995, o capacete que Ayrton Senna usou ao conquistar seu primeiro título de Fórmula 1 (1988) foi a leilão. O lance vencedor foi de 45 mil dólares e o capacete tinha os autógrafos de Senna e Xuxa.
FRASES DE AYRTON SENNA
Na adversidade, uns desistem, enquanto outros batem recordes.”
“Quando penso que cheguei ao meu limite, descubro que tenho forças para ir além.”
“Deus é forte, Ele é grande, e quando Ele quer não tem quem não queira.”

“O importante é ganhar. Tudo e sempre. Essa história de que o importante é competir não passa de pura demagogia.”
“No que diz respeito ao desempenho, ao compromisso, ao esforço, à dedicação, não existe meio termo. Ou você faz uma coisa bem-feita ou não faz.”
“Deus é o dono de tudo. Devo a Ele a oportunidade que tive de chegar aonde cheguei. Muitas pessoas têm essa capacidade, mas não têm essa oportunidade. Ele a deu para mim, não sei por quê. Sei que não posso desperdiçá-la.”
“O brasileiro só aceita título se for de campeão. E eu sou brasileiro.”
“Eu não tenho ídolos. Tenho admiração por trabalho, dedicação e competência.”
“Devemos respeitar e educar nossas crianças para que o futuro das nações e do planeta seja digno.
“Seja você quem for, seja qual for a posição social que você tenha na vida, a mais alta ou a mais baixa, tenha sempre como meta muita força, muita determinação e sempre faça tudo com muito amor e com muita fé em Deus, que um dia você chega lá. De alguma maneira você chega lá.”
Instituto Ayrton Senna
O Instituto Ayrton Senna é uma ONG brasileira criada pela família Senna em 1994 tendo como presidente Viviane Senna, empresária e irmã do tricampeão de Fórmula 1. O Instituto concretiza o sonho de Ayrton Senna de ajudar o Brasil a diminuir as desigualdades sociais, criando oportunidades de desenvolvimento humano a crianças e jovens por meio da educação. Anualmente a organização capacita 60 mil educadores e seus programas beneficiam diretamente cerca de 2 milhões de alunos em mais de 1.300 municípios nas diversas regiões do Brasil.

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Grandes Cientistas Brasileiros: Marcos Cesar Pontes

Marcos Cesar Pontes
Desde criança Marcos César Pontes (11/03/1963, ...) passava horas olhando para o céu. Gostava de ir ao Aeroclube de Bauru para ver a Esquadrilha da Fumaça e de visitar a Academia da Força Aérea, onde seu tio trabalhava. Seu pai, Virgílio de Pontes, era funcionário do Instituto Brasileiro do Café e sua mãe, Zuleika Navarro Pontes, funcionária da Rede Ferroviária Federal (RFFSA).
Marcos estudou em escolas públicas em Bauru. Aos 14 anos matriculou-se no curso de formação profissional da Rede Ferroviária Federal & Senai e iniciou o curso de eletricista. Durante três anos ele trabalhou na RFFSA durante o dia, treinou judô no Sesi e fez o curso de técnico em eletrônica no Liceu Noroeste.
Em 1981 Marcos ingressou na Academia da Força Aérea, sendo classificado como o segundo colocado no país. Fez cursos de paraquedismo de emergência, sobrevivência no mar e também o seu primeiro voo, a bordo do Uirapuru PP-KBS. Nos anos seguintes conseguiu o sonhado "brevê" de piloto e a espada de oficial da Força Aérea Brasileira.
Após a conclusão do curso na AFA, Marcos foi designado para o curso de caça em Natal-RN. Foi nessa época que conheceu sua esposa Francisca de Fátima Cavalcanti, com quem iniciou uma vida em comum, num pequeno apartamento alugado. Em 1986, foi transferido para o "Esquadrão Centauro" em Santa Maria (RS), onde permaneceu por três anos e onde comemorou o nascimento de seu filho Fábio.
Em Dezembro de 1989 transferiu-se com a família para São José dos Campos onde cursou engenharia aeronáutica no Instituto Tecnológico de Aeronáutica - ITA. No ano novo de 1990, sua filha Ana Carolina nasceu.
Em 1994 iniciou o curso de ensaios em voo da Divisão de Ensaios em Voo do Instituto de Aeronáutica e Espaço - IAE/CTA. Entre 1994 e 1996 foi piloto de prova de aviões, chefe da Subdivisão de Sistemas Bélicos e da Subdivisão de Segurança de Voo. Participou em várias campanhas de ensaios em voo como o desenvolvimento do míssil ar-ar nacional - MAA1, testes de performance em manobra das aeronaves T-27 da Esquadrilha da Fumaça, F5-E Tiger, F-15 Eagle, F-16 Falcon, F-18 Hornet, Mig-29 Fulcrum, entre outras.
Em 1996 foi indicado para o mestrado na Naval Postgraduate School em Monterey na Califórnia. Levou a esposa, os dois filhos, cinco malas e um cachorro.
Em junho de 1998, Marcos foi selecionado para o programa espacial da NASA, para a candidatura a que o país tinha direito, pelo fato de integrar o esforço multinacional de construção da Estação Espacial Internacional (ISS). Iniciou o treinamento no Johnson Space Center, em Houston e em 2000 foi declarado "astronauta da NASA".
Enquanto esperava por ser lançado ao espaço, Pontes foi designado para o Escritório de Astronautas para Operações na Estação Orbital, onde trabalhou no setor de missões técnicas. Em outubro de 2005, durante uma visita oficial do presidente Luis Inácio Lula da Silva à Rússia, foi assinado um acordo de cooperação entre os dois países, possibilitando o envio de Marcos Pontes à Estação Espacial Internacional.
Entre outubro de 2005 e abril de 2006, na agência espacial de Roscosmos na Cidade das Estrelas, Rússia, o astronauta brasileiro se preparou para a missão Centenário, que recebeu esse nome em homenagem aos cem anos do vôo de Santos Dumont no avião 14 Bis, realizado em 1906.
Em 30 de março de 2006, Marcos Pontes, acompanhado do russo Pavel Vinogradov e do norte-americano Jeffrey Williams, partiu da base de Baikonur, no Cazaquistão, a bordo da nave russa Soyuz TMA-8. A nave se aclopou à Estação Espacial na madrugada de 1º de abril. Durante um período de oito dias, Marcos Pontes realizou uma série de experimentos para a Agência Espacial Brasileira (AEB).
Todos os brasileiros, incluindo seu pai, seu irmão Luiz Carlos e sua irmã Rosa Maria puderam acompanhar a missão pela televisão. Marcos retornou no dia 8 de abril na nave Soyuz TMA-7, junto com o russo Valery Tokarev e o americano William McArthur. Por sua simpatia Marcos Pontes foi comparado pela imprensa russa a Yuri Gagarin.
Alguns meses depois da viagem, deu baixa da Força Aérea Brasileira para dedicar-se a palestras e à vida profissional própria. O episódio gerou polêmica e o astronauta foi acusado injustamente de oportunismo. No entanto, Pontes justificou sua conduta comprovando que, por motivos inerentes à carreira militar, não podia mais ascender na hierarquia da FAB.
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Grandes Cientistas: Alan Turing

Alan Turing
 
 
Alan Turing (1912-1954) foi um matemático e cientista da computação inglês, estudioso do sistema binário. Criou a máquina de Turing, no qual reformulou os conceitos sobre algoritmos.
Alan Mathison Turing nasceu em Paddington, oriundo de família tradicional. Seu pai, Julius Mathison, trabalhava no Serviço Civil Indiano, na índia, onde conheceu Ethel Sara Stoney, com quem se casou. Teve uma infância rígida e estudou na tradicional Escola Sherbourne. O interesse de Turing pelas ciências, segundo sua mãe, atrapalhava suas atividades escolares.
Na adolescência, conheceu o amigo Christopher Morcom, que tinha grande interesse pela matemática e por quem sentiu atração, descobrindo-se homossexual. Depois da morte de seu amigo, em 1932, Turing quis aprofundar seus estudos sobre matemática. Aos 24 anos, empreendeu estudos sobre uma máquina onde pudesse desenvolver operações e símbolos com regras próprias.
Alan Turing ganhou prêmios na universidade pelos trabalhos que realizou sobre teoria da probabilidade. Na segunda guerra, trabalhou no serviço secreto britânico incumbido de desvendar e quebrar os códigos alemães-descriptografia, usando, entre outras técnicas, o método bombe. Depois da guerra, trabalhou no Laboratório Nacional de Física do Reino Unido onde pesquisou e trabalhou no projeto para o programa armazenado de computador, o ACE. Interessou-se também por química, quando previu as reações químicas intituladas Belousov-Zhabotinsky.
Alan Turing enfrentou um processo criminal, já que na Inglaterra, o homossexualismo era considerado crime. Realizou tratamento com castração química para não ser preso.
Alan Turing morreu aos 42 anos. Sua biópsia detectou cianureto, o que levou a hipóteses de suicídio, embora sua mãe acreditasse que o fato ocorrido tenha sido de forma acidental.
Alan Turing é considerado o pai da informática.

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sábado, 10 de outubro de 2015

Grandes Cientistas Brasileiros: Carlos Chagas

CARLOS CHAGas
 
 
 

Carlos Justiniano Ribeiro Chagas (1879-1934) foi médico, cientista, pesquisador e sanitarista brasileiro. Dedicou-se ao estudo das doenças tropicais. Descobriu o protozoário do gênero Plasmodium, causador da Malária. Descobriu também o parasita Tripanosoma Cruzi, transmissor da doença de Chagas.
Em 1901 a Malária atacou vários trabalhadores na construção da represa na região de Santos, em São Paulo, chegando a parar a obra. Carlos Chagas foi recrutado para combater e evitar a propagação da doença, com medidas sistemáticas de saneamento, logo debelou a doença. Atualmente a Malária predomina na Região da Amazônia-Legal. Ainda não existe vacina contra a doença.
Em 1907 teve início a pesquisa sobre a doença de Chagas e só em 22 de abril de 1909 o sanitarista Osvaldo Cruz anunciava à Associação Nacional de Medicina a descoberta por Carlos Chagas da doença de Chagas. Transmitida pelas fezes do inseto hospedeiro, conhecido por barbeiro, por atacar principalmente o rosto das pessoas. O barbeiro vive principalmente nas frestas das casas de barro, na zona rural e tem hábitos noturnos. A picada na pele coça e as fezes do inseto penetra no organismo, causando a doença.
Carlos Chagas (1879-1934) nasceu em Oliveira, Minas Gerais no dia 9 de Julho de 1879, era filho do cafeicultor José Justino Chagas e Mariana Cândida Ribeiro de Castro. Carlos Ribeiro Justino Chagas, seu nome da batismo, ficou órfão de pai quando tinha quatro anos de idade. Estudou no Colégio São Luís, em Itu no interior de São Paulo.
Carlos Chagas ingressou na Faculdade de Medicina no Rio de Janeiro, com 18 anos. Em 1902, já formado iniciou sua tese "O ciclo evolutivo da Malária na corrente sanguínea", concluída em 1903. Dedicou-se ao estudo das doenças tropicais, principalmente da Malária. Em 1904 instalou seu laboratório particular no Rio de Janeiro. Por indicação do professor Miguel Couto, passa a trabalhar, com orientação de Osvaldo Cruz, no Instituto Soroterápico Federal, hoje Instituto Osvaldo Cruz.
Carlos Chagas, em 1906, trabalhando no Instituto Osvaldo Cruz, obteve sucesso ao dirigir a campanha de saneamento da Baixada Fluminense, debelando a infestação da Malária. Em 1907 trabalhou num laboratório montado durante as obras da linha de trem da Estrada de Ferro Central do Brasil. Durante dois anos classificou, estudou e identificou no sangue de animais, o protozoário que denominou Tripanosoma Cruzi, aliado a uma infestação de um inseto nas residências rurais, conhecido como barbeiro. Carlos Chagas examinou esses insetos e descobriu que eles eram os hospedeiros da doença de Chagas.
Carlos Chagas foi chamado pelo Presidente Wenceslau Braz para controlar a epidemia que assolou o Rio de Janeiro em 1918. Além da falta de assistência médica, precárias condições de higiene e a falta de saneamento, a gripe espanhola contaminou dois terços da população e fez onze mil vítimas. Carlos Chagas instalou vários postos de atendimento médico, e no Instituto Osvaldo Cruz incentivou a pesquisa da doença e com medidas preventivas a infecção foi debelada no mesmo ano.
Carlos Chagas foi reconhecido por suas pesquisas e descobertas, recebendo prêmios e homenagens de vários países, entre eles, Alemanha, França, Portugal, Espanha, Itália, Inglaterra e Estados Unidos.
Carlos Chaga morre no dia 8 de novembro, no Rio de Janeiro, acometido por um infarto.

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quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Grandes Cientistas Brasileiros: Alberto Santos Dumont

Alberto santos Dumont
 
Alberto Santos Dumont (1873-1932) foi inventor brasileiro. "O pai da aviação". Com o "14-Bis", executou, em Paris, o primeiro voo em um aparelho mais pesado que o ar.
Santos Dumont (1873-1932) nasceu na Fazenda Cabangu, em João Aires - hoje Santos Dumont, Minas Gerais, no dia 20 de julho de 1873. Filho de Henrique Dumont, rico fazendeiro, engenheiro, e de Francisca Santos Dumont, de família portuguesa. Seu avô, François Dumont, joalheiro francês, veio para o Brasil em meados do século XIX e escolheu Diamantina para morar. Aprendeu a ler com sua irmã Virgínia. Estudou no Colégio Culto à Ciência, em Campinas, depois no Instituto das Irmãos Kopke e no Colégio Morethzon, no Rio de Janeiro. Em 1891, acompanhado da família, visitou a França pela primeira vez.
No fim do século XIX, o motor a gasolina era a sensação das exposições em Paris. Santos Dumont ficou fascinado, pois sempre se interessou por mecanismos. Voltou ao Brasil, mas no ano seguinte Dumont retorna à Paris na intenção de aplicar suas ideias.
Com 18 anos, foi emancipado e recebeu do pai títulos de renda e ações que lhe permitiriam financiar suas experiências e aprender tudo sobre motores a explosão. Seu sonho, desde criança, era criar um aparelho que permitisse o homem voar controlando seu próprio curso. Passou a adolescência observando os pássaros e estudando sua constituição física.
Santos Dumont chegou em Paris e aprofundou-se nos estudos, principalmente em mecânica e no motor de combustão, pelo qual se apaixonou à primeira vista. Seu primeiro Balão dependia do vento para se mover, o "Brasil", com apenas 15 kg ganhou altura. A dirigibilidade era o que realmente interessava a Santos Dumont.
Depois de muitos estudos, mandou construir o "Nº1", primeiro de uma série de "charutos voadores" motorizados. No dia 20 de setembro de 1898, sob o comando do inventor, o balão subiu aos céus, chegando a altura de 400 metros e retornando ao mesmo ponto de partida. Construindo um balão sucessivamente e realizando experiências, foi desenvolvendo os mistérios da navegação aérea.
O balão "Nº3" já possuía um motor a gasolina.
Em 1900, o milionário francês Deutsch de la Meurth lançou um desafio aos construtores de dirigíveis: "Aquele que conseguir partir do Campo de Saint-Cloud, fazer à volta a Torre Eiffel, e voltar ao ponto de partida em 30 minutos, ganhará 100.000 francos". Pilotando o balão "Nº6", com um motor de 16HP, Dumont ganha o premio Dustche. Distribuiu metade do premio entre seus mecânicos e auxiliares e a outra metade destinou as necessitados.
O balão "Nº7", que foi projetado para corrida, nunca chegou a competir, pois não tinha concorrente. O "Nº8" não existiu. Com o "Nº9", Dumont começou a transportar pessoas nos voos que fazia. Uma de suas passageiras era a cubana Aída de Acosta, que se tornou a primeira mulher no mundo a voar. De tanto cruzar os céus de Paris com o número nove, recebeu o apelido de "Le petit Santos". O "Nº10", maior que os outros, foi denominado "um dirigível ônibus", pelo próprio Santos Dumont.
Santos Dumont, no dia 13 de setembro de 1906, com o "14-BIS", executou em Paris o primeiro voo em um aparelho mais pesado que o ar. A aeronave subiu a uma altura de 50 metros. Em 1908, Santos Dumont constrói o "Demoiselle", cujo desenho serviria de modelo a todos os projetistas que se seguiram. Tudo nela era obra de Dumont, inclusive o motor. Em 1910, na primeira exposição da Aeronáutica realizada no Grand Palais de Paris, o "Demoiselle" foi um sucesso.
Ainda em 1910, Dumont encerrou sua carreira. Passou a supervisionar as indústrias que surgiram na Europa. Doente, resolve voltar ao Brasil. Em 8 de dezembro de 1914, ao ver seu invento ser usado para bombardear a cidade de Colônia, Dumont se decepcionou. No Brasil, sua tristeza aumentou quando o aeroplano foi usado durante a revolução de 1932 em São Paulo.
Alberto Santos Dumont morreu no dia 23 de julho de 1932. Deixou dois livros: "Dans-L'air" e "O que Vi e o que Nós Veremos".
 
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terça-feira, 6 de outubro de 2015

Resumão: Fórmulas De Física Do Ensino Médio

Resumão:
Fórmulas De Física Do Ensino Médio
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sábado, 3 de outubro de 2015

Teoria da Relatividade: Albert Einstein e a Velocidade Da Luz

Teoria da Relatividade: Albert Einstein e a Velocidade Da Luz
 
 
Em 1905, um jovem funcionário do escritório de patentes de Berna, na Suíça, publicou um artigo que revolucionou a física e a ciência de um modo geral. Suas descobertas mudaram o modo de se ver o mundo e introduziram fatores que alteraram o curso da história.
Esse jovem chamava-se Albert Einstein e o seu artigo, que tratava da eletrodinâmica dos corpos em movimento, ficou conhecido como a Teoria da Relatividade Restrita. Nesse texto, Einstein introduziu conceitos que vão de encontro ao que chamamos de senso comum.
Alguns desses conceitos serão apresentados brevemente aqui, de forma introdutória e com um mínimo de matemática.

Velocidade da luz

Einstein lançou dois postulados. Num deles, afirma que a velocidade da luz é a mesma para qualquer observador. Uma análise mais profunda desse postulado nos levará a conclusões que vão de frente ao que chamamos de senso comum.
Para entender do que se trata, vamos pensar um pouco na mecânica clássica, ou newtoniana, com o seguinte exemplo:
Um viajante está em uma estrada a 100km/h e vai ultrapassar outro veículo que está a 60km/h, com ambas velocidades medidas em relação à Terra. O viajante irá observar o outro veículo a 40km/h, ou seja, a sua velocidade menos a velocidade do outro veículo.
Continuando a seguir nosso viajante, imagine que anoiteceu e ele, logicamente, acendeu os faróis que, por sua vez, emitiram um feixe de luz. É a partir desse ponto que podemos começar a discutir uma das consequências do estudo de Einstein.
Considere que - além do viajante - exista um outro observador na estrada, em repouso em relação à Terra. Quando os faróis são acesos, o observador na estrada irá observar a luz viajando a uma velocidade extremamente alta que aqui chamaremos de c e o carro do viajante a uma velocidade v. Até aqui não há nenhuma surpresa, porém quando estudamos os resultados das observações do viajante...

Inexistência de um tempo absoluto

O senso comum e a mecânica clássica nos ensinam que o viajante irá medir para a luz uma velocidade que será a própria velocidade da luz (c) menos a velocidade do seu carro (v).
Agora lembre do postulado de Einstein que diz que a velocidade da luz é a mesma para qualquer observador. Ele mostra que o viajante, mesmo em movimento, irá medir a mesma velocidade da luz que o observador em repouso.
A explicação de Einstein para esse fenômeno surpreendente vem da inexistência de um tempo absoluto. Até então, acreditava se nesse tempo absoluto, em que todos os relógios poderiam ser sincronizados. Contudo, Einstein nos mostrou que cada observador tem o seu tempo próprio e que para os observadores em movimento o tempo passa mais lentamente.
Então, por que - quando estamos em movimento - os nossos relógios não "andam" mais lentamente? A resposta é que os fenômenos chamados de relativísticos são observáveis com maior evidência quando estamos lidando com velocidades comparáveis à velocidade da luz, o que não ocorre no nosso dia a dia. Por isso, as diferenças entre os tempos dos observadores em repouso e em movimento são desprezíveis.

Paradoxo dos gêmeos

Considere dois gêmeos idênticos. Um deles irá para uma viagem espacial a uma estrela e a sua nave navegará a uma velocidade próxima à da luz. Já sabemos que para os observadores em movimento o tempo passa mais lentamente e, por isso, o gêmeo que partiu em viagem quando retornar a Terra irá encontrar o seu irmão mais velho.
É provável que algum dia o seu professor de física tenha lhe ensinado que se um corpo está em movimento em relação a um observador, esse mesmo corpo pode estar em repouso em relação a outro. Pois bem, é aí que entra o paradoxo.
O gêmeo que está em viagem pode se considerar em repouso e a Terra em movimento. Desse modo, quem deveria envelhecer menos é o seu irmão que está na Terra, o que realmente não acontece.
A explicação do paradoxo vem do fato que o gêmeo que partiu em viagem sofreu algumas acelerações e desacelerações, enquanto que o seu irmão na Terra não. Tais acelerações serão o motivo de os gêmeos terem idades diferentes ao final da viagem. As predições referentes ao paradoxo dos gêmeos já foram testadas diversas vezes. Em laboratórios, partículas instáveis são aceleradas a velocidades próximas a da luz e elas vivem mais do que quando estão em repouso.

Relação massa e energia

Uma das consequências mais famosas da teoria da relatividade é a relação entre massa e energia. Essa relação é conhecida como equivalência massa-energia e diz que massa pode ser convertida em energia, e vice-versa.
Matematicamente, a equivalência massa-energia pode ser resumida pela mais famosa fórmula de Einstein:
E=m.c2 

Onde c é a velocidade da luz.
Uma das consequências mais interessantes dessa relação vem do fato que - se estiver parado e não submetido a nenhuma força - um corpo possui uma energia intrínseca pelo simples fato de possuir massa. Essa energia é chamada de energia de repouso.

Para se ter uma ideia em números da quantidade de energia que pode ser liberada por certa quantidade de massa, primeiro precisamos saber quanto vale a velocidade da luz ao quadrado.

c=3.108 m/s

c2=9.1016 m2/s2

Se multiplicarmos o valor encontrado acima pela massa, mesmo que esta seja pequena, o resultado final para energia será um valor extremante alto para os nossos padrões cotidianos. Basta você tentar colocar no papel a quantidade total de zeros que está contida no valor 1016...

Velocidade da luz: entenda porque nada pode ultrapassá-la

Nada consegue ultrapassar 1 079 252 849 de km/h, ou, mais simplesmente, 300 milhões de metros por segundo. Esses números correspondem à velocidade da luz no vácuo, e, quebrar essa barreira é fisicamente impossível. Tudo se deve a uma observação feita por Albert Einstein, em 1905: massa e energia estão intimamente ligadas. Esse legado resultou em uma das fórmulas mais conhecidas do grande gênio, e uma das mais importantes da física: E=mc², uma das fórmulas da misteriosa e famosa Teoria da Relatividade.

É bom observar que é impossível quebrar a velocidade da luz no vácuo. Em outros meios, como vidro, água ou até mesmo o ar, a luz adquire uma velocidade menor, que pode ser quebrada sem grandes problemas.
Primeiramente, para entender como tudo funciona, temos que entender o que é inércia. Inércia é uma propriedade física, uma espécie de “resistência” que os corpos apresentam para mudar o seu estado atual. Isto é: parar um objeto que esteja em movimento, acelerar um objeto que esteja parado, ou fazer uma curva em um objeto que esteja viajando em linha reta. Um objeto em movimento retilíneo tende a permanecer, por inércia, eternamente naquele movimento, a não ser que alguma força o faça brecar. Um objeto parado tende a permanecer eternamente parado, a não ser que alguma força o mova. Vamos a um exemplo prático: existe uma competição mundial conhecida como “World’s strongest man”, em que o vencedor é eleito o homem mais forte do mundo. Uma das provas é o truck pull, na qual o competidor deve arrastar, com a ajuda de uma corda, um caminhão de 30 toneladas por 30 metros. Ao contrário do que muitos pensam, a grande dificuldade do competidor está em vencer a inércia do caminhão, pois este está inicialmente em repouso. Uma vez que o caminhão é posto em movimento, a força que o competidor exerce diminui consideravelmente, pois o caminhão tende a permanecer naquele movimento, a não ser que alguma força resista ao seu movimento, porém, as forças que se opõe ao movimento do caminhão são muito pequenas (atrito das rodas com o solo, resistência do ar, etc.) e, de acordo com a Lei de Newton, quando as forças que se opõe a um movimento são desprezíveis, qualquer força, por menor que seja, pode deslocar o objeto. É lógico que, quanto maior a massa de um corpo, maior a inércia. É mais difícil parar um caminhão do que uma bicicleta.
Acontece que, até 1905, acreditava-se que a inércia era algo restrito à matéria. Foi quando Einstein chegou a conclusão que surpreendeu cientistas do mundo todo: não só a matéria, mas como a energia também tem inércia. Ou seja, segundo essa teoria, é mais difícil empurrar um corpo quente do que um corpo frio, pois o corpo quente tem mais energia (térmica). Em outras palavras, um corpo fica mais pesado conforme for maior sua quantidade de energia. Fica claro, então, que quanto maior a velocidade de um corpo, maior sua massa vai ficando, pois quanto maior sua velocidade, maior sua energia cinética. Mas, não adianta sair igual um louco correndo pelas ruas com uma balança amarrada nos pés. Esse efeito só é observado com energias muito grandes e com velocidades muito, muito, muito altas. Por isso não é possível percebermos essa diferença sem a ajuda de aparelhos sofisticados. Um desses aparelhos é o acelerador de partículas, em que os físicos observam o comportamento de partículas subatômicas fazendo-as chocar com velocidades muito próximas a da luz. Mas, digamos que um corpo de 80 kg possa viajar a 99,9% da velocidade da luz. Nessa velocidade, a massa do corpo aumentaria cerca de 25 vezes, pulando de 80kg para 2 toneladas. Se pudesse viajar a 99, 999% da velocidade da luz, ficaria 224 vezes mais pesado, chegando a aproximadamente 18 toneladas. E se pudesse viajar a 99, 99999999% da velocidade da luz, ficaria 70 mil vezes mais pesado, chegando a pesar 5600 toneladas. Observa-se que a massa do corpo tende ao infinito conforme sua rapidez se aproxima da velocidade da luz. E, se atingisse a velocidade da luz, teria massa infinita. Porém, para acelerar um objeto de massa infinita, seria necessária uma quantidade de energia igualmente infinita, e nem o Universo inteiro tem tanta energia assim. A luz, claro, só alcança sua grandiosa velocidade porque não tem massa. Portanto, para todos os objetos de nosso mundo, a massa nunca deixará que ultrapassem a velocidade da luz.

A Medição Da Velocidade Da Luz

A questão da propagação instantânea da luz foi debatida durante muito tempo. Na antiguidade a hipótese mais crível era que a propagação da luz fosse instantânea, e só poucos sábios ousavam afirmar o contrário, entre os quais alguns árabes. No século XVII, a ideia da velocidade finita da luz começou a ser mais considerada e efectuaram-se estimativas do seu valor: entre outros, Galileu propôs uma experiência que consistia em medir o desvio na visão da luz produzida por uma lanterna muito afastada de um observador, mas esta experiência não conduziu a nenhum resultado significativo, a não ser que a velocidade da luz devia ser extraordinariamente alta.
Na ausência de uma experiência que pudesse esclarecer a questão, o debate era aberto: em particular, Descartes baseava as suas ideias do mundo na propagação instantânea, tendo chegado a afirmar que se alguém conseguisse convencê-lo da falsidade dessa hipótese, estaria pronto a confessar que não sabia nada de filosofia.
Alguns anos depois, em 1676, o dinamarquês Ole Romer conseguiu determinar que a velocidade da luz não podia exceder um dado valor através da observação do período de uma lua de Júpiter.
A experiência mais conclusiva do tamanho da velocidade da luz foi realizada em 1849 pelo francês Hippolyte Fizeau (1819-1896), tendo sido sucessivamente melhorada por Leon Foucault (1819-1868): foi significativo eles terem conseguido fazer medições usando distâncias “terrestres”, ou seja sem precisar de observações astronómicas. O aparelho experimental de Fizeau era constituído por uma roda dentada por trás da qual se situava o observador e um espelho colocado a 8,6 km de distância. O observador colocava a roda em movimento e enviava um sinal luminoso que era reflectido pelo espelho e, voltando para atrás, podia ser visível ou não conforme um dente da roda se encontrasse no seu caminho. O expediente da roda era necessário enquanto o tempo que a luz demora a percorrer 17 km é cerca de 1/20000 de segundo. Era necessário colocar a roda em rotação a uma certa frequência de modo a que o raio, ao voltar, encontrasse um dente: medindo esta frequência foi possível efectuar uma estimativa da velocidade da luz.
Então, considerando que a roda fazia N rotações por segundo o seu período era  T= 1/N  e o tempo necessário para trocar entre um espaço livre e um dente era delta t = 1 / 2DN, sendo D o número de dentes. Considerando o espelho  a uma distância R, a velocidade da luz podia ser calculada como v= 2R / delta t  = 4 R D N. A roda de Fizeau tinha 720 dentes e ele achou N=12,5 Hz, obtendo o valor v=315 000 km/s. O defeito deste método é que depende da sensibilidade do observador distinguir se o raio de luz desapareceu ou não. Alguns anos depois Foucault aperfeiçoou o método de Fizeau usando um aparato experimental em tudo semelhante mas substituindo a roda dentada por um dispositivo octogonal rolante com um espelho de cada lado. A fonte luminosa iluminava um lado do dispositivo, cujo espelho reflectia o raio luminoso na direcção de um outro espelho fixo mais longe. Voltando para trás, o raio chegava ao espelho rotante que tinha mudado de posição: o raio era, portanto, reflectido com um ângulo diferente que era mensurável. Desta forma a observação do desaparecimento do raio de luz era substituída pelo seu desvio angular, que podia ser facilmente medido, dando então um valor mais certo. Com este método Foucault obtive o valor de v = 298 000 km/s, um valor que difere do valor real em menos do que 1%. Com este equipamento Foucault conseguiu medir a velocidade da luz num tubo de água e demonstrar que ela é inferior a velocidade em vazio. O mesmo Fizeau repetiu esta experiência pouco depois e confirmou a validade dos resultados obtidos: a importância disto foi que estas medições confirmavam a teoria ondulatória da luz e invalidavam a teoria corpuscular.

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sexta-feira, 25 de setembro de 2015

O DIAMANTE E O GRAFITE: UMA BREVE HISTÓRIA

O DIAMANTE E O GRAFITE
 
 
O grafite – ou grafita, nomenclatura mais usada pelos cientistas – e o diamante são minerais formados a partir do mesmo elemento químico. O carbono puro – elemento químico que também está presente em todos os seres vivos – é a base da formação do grafite e do diamante. Na natureza, o carbono tem seus átomos agrupados e quando expostos a fatores ambientais diferentes, como temperatura e pressão, podem ser cristalizados, ou seja, formam minerais. Porém, para a formação do grafite e do diamante no solo existem diferenças fundamentais. Na constituição do grafite é preciso ter condições de pressão e temperatura bem menores do que na do diamante, que precisa de muita compressão e calor para ser formado. Molécula de Grafite Molécula de Diamante Estas diferenças fazem com que o diamante e o grafite, embora formados unicamente do mesmíssimo material, sejam minerais distintos, com diferentes características. E a diferença está na estrutura. O diamante é um mineral resultante de uma ligação muito forte entre os átomos de carbono. Essa característica na constituição faz dele um mineral muito duro e, assim, com grande capacidade de riscar. Porém, ao contrário do que muitos pensam, ele não é indestrutível e pode, sim, desaparecer, se for exposto a altíssimas temperaturas, ou espatifar, se levar uma grande martelada, por exemplo. Mas o diamante tem utilidades que vão muito além da composição de jóias belas e caras: ele é usado, por exemplo, na indústria, em matéria-prima de brocas de perfuração e em ferramentas de cortes. Diamante Bruto O grafite, por sua vez, é o resultado de uma rede frouxa de átomos de carbono e, por isso, é mais maleável. Misturado com argila, pode ser usado nos lápis e nas lapiseiras, em tintas, em lubrificantes, entre outros produtos. Talvez você não saiba que o grafite pode ser produzido a partir de cinzas de seres vivos. Sim! Afinal, ele é feito a partir do carbono – que está presente nos organismos mesmo depois de incinerados. E do grafite submetido a altas temperaturas pode-se produzir diamantes artificiais. Já existe até uma empresa norte-americana que faz diamantes a partir de grafite formado das cinzas de animais de estimação, para que seus donos lembrem-se sempre dos seus bichos que já partiram. Carvão e diamante são substâncias que têm a mesma composição, mas valores extremamente diferentes. Imagine só fazer jóias usando carvão ou acender uma lareira colocando diamantes para queimar, não seria absurdo? Na verdade, a semelhança entre diamante e carvão limita-se apenas ao fato de que o carvão é um mineral rico em carbono e os diamantes também são feitos de carbono. E por que o diamante possui valor tão alto, ao contrário do carvão, que é simplesmente queimado? Vejamos as diferenças no processo de formação: Os diamantes são obtidos sob altíssimas pressões a partir do magma presente no interior da Terra (bem abaixo da crosta). Foram necessários vários séculos para que camadas de magma fossem sendo depositadas umas sobre as outras, acarretando em forte pressão. O magma foi sendo comprimido até se petrificar. O resultado você já sabe, diamantes belos, duráveis e muito valiosos. Já o carvão surge de um processo bem mais simplificado e acessível, ele é obtido a partir da decomposição de folhas, vegetação e árvores. O local escolhido é embaixo da terra, onde as temperaturas se elevam em relativa pressão. O carvão é formado a partir das mudanças físicas e químicas propícias a essas condições, num tempo bem inferior ao que origina o diamante. Acontece que as moléculas do carvão estão dispostas desordenadamente, cada uma numa direção, o que impede a passagem da luz e torna frágil a sua estrutura. Por sua vez as moléculas do diamante estão perfeitamente ordenadas, todas na mesma direção, o que confere elevada dureza ao material e permite à luz atravessá-lo facilmente. Portanto, não seria possível ambas substâncias possuírem o mesmo valor comercial, uma vez que o tempo de formação se difere nos dois processos.
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